Guiné-Bissau: Governo desmente assinatura de acordo de exploração petrolífera em Dubai

A informação veiculada por órgãos de comunicação social internacionais que dão conta que representantes do Presidente da República teriam assinaram com a empresa dos Emirados Árabes Unidos (EAU) Silwana Diamond Group um acordo com a ADA Energy na Guiné-Bissau, que previa a extracção de três bilhões de barris de petróleo, foi desmentida pelo Governo.

Em apenas 24 horas surgiram três estruturas para negar o acordo, embora reconhecerem terem assinado em 2020 um contrato com a referida empresa.

O primeiro a desmentir foi Cherno Cali Baldé, porta-voz do Presidente da República, que disse que Umaro Sissoco Embaló não enviou qualquer dos seus representantes para assinar algum acordo. No final da tarde de esta quarta-feira 30 de Junho, a Petroguin, a empresa responsável pela exploração petrolífera, negou também ter assinado um acordo das características referidas.

Danilson Gomes Ié, Director-Geral da Petroguin sublinhou que o acordo assinado com a empresa ADA Business ocorreu em Setembro de 2020. Na manhã desta sexta-feira, foi a vez do Ministério dos Recursos Naturais promover uma conferência de imprensa em que igualmente negou a participação do seu ministro Orlando Viegas, que foi citado com uma das figuras representadas na aludida assinatura.

Apesar dos desmentidos, a informação está a circular desde 17 de Junho. A RDP África revelou na sua edição de 30 de Junho que a Silwana Diamond Group anunciou a celebração de um contrato de concessão estratégica para a exploração de petróleo com a ADA Energy, localizada na Guiné-Bissau e na qualidade de representante da Petroguin, estrutura guineense responsável pela prospecção petrolífera na Guiné-Bissau.

Segundo informações, a empresa dos Emirados vai extrair um bilião de barris nos primeiros anos, de um valor estima em US $ 70 bilhões. O acordo terá sido assinado por Firas Abu Hudeeb, presidente do conselho de administração da Emirati Company (Silwana Diamond), e por Mohamed Al Adeeb, presidente do conselho de administração da Ada Business na Guiné-Bissau.

Na conferência de imprensa Franquelim Rodrigues, assessor do Presidente da República da Guiné-Bissau e director de relações públicas, que foi citado na notícia, negou que tivessem assinado algum acordo. No entanto Franquelim Rodrigues confirmou que esteve presente há dias em Dubai, para assinatura de um outro acordo entre as duas empresas do Dubai que coligaram para exploração do petróleo na Guiné-Bissau. Esta revelação acabou por abrir um novo debate sobre a matéria, devido a que o Governo claramente reconhece a existência de empresas citadas.

Os dados tornados públicos referem que, a participação de Silwana Diamond é de 50% das reservas de petróleo, uma vez que a empresa dos Emirados Árabes Unidos produzirá anualmente 36 milhões de barris de petróleo nas áreas (4 e 5) a uma taxa de 50.000 barris de petróleo por dia (Área 4), de modo que as taxas de extracção anual estão acima de 17 milhões de barris. O Governo, através do Ministério dos Recursos Naturais insistiu que estas notícias são falsas e ameaçou processar os seus autores.

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