Guiné-Bissau

Guiné-Bissau: Grupo de cidadãos pede reabertura do processo do assassinato de “Nino” Vieira

“Nino” Vieira

Um grupo de cidadãos guineenses assinala em Bissau esta sexta-feira, 02 de março, a data do assassinato em 2009 do ex-Presidente da República, João Bernardo Vieira “Nino”, perpetrado por militares na residência do então Chefe de Estado.

Um crime que foi arquivado pelo Ministério Público e que para  estes cidadãos é incompreensível a decisão assumida pelo Ministério.

Justino Sá, um dos guineenses integrado no grupo dos cidadãos que exigem a justiça relativamente a morte do ex-Presidente disse: “Um Presidente foi morto na sua residência, e até agora não se é capaz de descobrir que o matou e acima de tudo vêm dizer que não têm elementos para dar continuidade ao processo e este é arquivado? É inconcebível”.

Os familiares e amigos de “Nino” Vieira querem também que justiça seja feita sobre o assassinato do então Chefe de Estado-maior General das Forças Armadas, Tagme Na Waie, eliminado horas antes do antigo Presidente.

Por outro lado, estes cidadãos questionam a passividade da CEDEAO sobre o processo de investigação judicial e consequente responsabilização dos culpados por parte das autoridades nacionais. “Ele lutou pela afirmação da CEDEAO. Não é concebível que os países que fazem parte desta organização ficarem indiferentes sobre o que se está a passar com o processo da morte de Nino Viera. Há necessidade desses países intervierem junto das nossas autoridades para pedirem o esclarecimento sobre este processo”, concluiu Justino Sá.

Uma fonte judicial disse a e-Global que “a decisão do Ministério Público, deve estar ligado ao Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça, segundo o qual, todos os processos judiciais que ultrapassem seis meses de investigação teriam que ser arquivados”.

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