Guiné-Bissau

Guiné-Bissau: Infectados de Covid-19 abandonados no hotel Azalaï sem condições mínimas

Foto: Samba M. Balde

Na Guiné-Bissau, jornalistas e cidadãos infectados com Covid-19, que não têm condições de permanecerem isolados nas suas residências, foram instalados em confinamento no hotel Azalaï em Bissau, mas sem água potável, alimentação e o mínimo de condições de higiene.

O “grito de socorro” foi lançado pelo designado porta-voz dos cidadãos que estão em confinamento nesta unidade hoteleira da capital, precisamente onde esteve o primeiro-ministro Nuno Nabiam, membros do governo e outras figuras.

O porta-voz dos cidadãos confinados admitiu que quando figuras de governo estavam em confinamento no mesmo estabelecimento, serviço de limpeza estava garantido, e tinham água potável todos os dias, assim como alimentação, mas “desde que os membros de governo infectados saíram do confinamento, ninguém passa aqui, passamos três dias sem água, sem serviço de limpeza e somos nós que temos de nos esforçar para tal”, contou

Qualificando ser um “risco e lamentável” a situação que está a ser vivida na hotel Azalaï, por falta do mínimo de condições básicas, avançou que só recebem acompanhamento dos médicos todas as 48 horas, e paradoxalmente o pessoal clínico insiste que os pacientes infectados devem beber com grande frequência água, caso contrário a desidratação afectará o processo de recuperação e as consequências podem ser muito nocivas.

O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Nuno Gomes Nabiam, anunciou estar curado da infecção de Covid-19 a 7 de Maio de 2020. Numa declaração aos jornalistas o chefe do governo reconhecera que efectuara um teste de rastreio e obtivera o resultado em 48 horas, que deu negativo, e permitiu a sua saída do local. No entanto os cidadãos comuns têm de permanecer confinados durante 14 dias e serem submetidos a outro análise, mas passados 18 dias permanecem confinados, em condições deploráveis, e sem segunda análise.

Laurena Carvalho Hamelberg

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