Guiné-Bissau: Insegurança alimentar aumentou 3.6% nas famílias que moram nas zonas rurais

A informação de que a insegurança alimentar aumentou 3.6% nas famílias que moram nas zonas rurais foi avançada esta quarta-feira, 12 de Fevereiro, pela Ministra da Agricultura e Florestas, Nelvina Barreto, durante o atelier nacional para a restituição e validação dos resultados do Sistema de Segurança Alimentar e Nutricional (SiSAN), que teve lugar num dos hotéis da capital guineense.

“Já em Setembro de 2016, 30,7% dos agregados familiares na Guiné-Bissau apresentavam insegurança alimentar, ou seja cerca de 368,458 pessoas. De Setembro 2016 a Setembro de 2019, a insegurança alimentar aumentou 3,6%, nas famílias rurais, embora a diferença entre as populações afectadas não seja estatisticamente significativa” considerou Nelvina Barreto.

Na ocasião a representante do Plano Alimentar Mundial na Guiné Bissau (PAM), Kiyomi Kawaguchi explicou que “a população com insegurança alimentar é estimada em mais de 368.000 pessoas, incluindo mais de 38.000 que precisam de assistência alimentar imediata. As regiões de Gabu, Cacheu, Biombo e Oio foram as mais afectadas pela insegurança alimentar, com taxas elevadas variando entre 37 e 40%; a nível sectorial, Sonaco, Quinhamel, Calequisse e São Domingos entre 43 e 60%, ou seja 3 de cada 5 famílias. Enquanto, as taxas mais baixas foram encontradas nas regiões de Bafatá, Quinara e Bolama-Bijagós, onde estavam abaixo de 20%”.

Para a representante do PAM, Kiyomi Kawaguchi, os dados do inquérito revelados demonstram o enorme desafio das acções implementadas mas também a necessidade de um trabalho “gigantesco” para a Guiné-Bissau cumprir o objectivo pretendido de reduzir a fome para zero, até 2030.

Laurena Carvalho Hamelberg

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