Guiné-Bissau

Guiné-Bissau: José Mário Vaz concorre à sua reeleição

José Mário Vaz

O Presidente da República cessante José Mário Vaz anunciou, esta quinta -feira, que é candidato às próximas eleições presidenciais, agendadas para 24 de Novembro deste ano.

O tão adiado e esperado anúncio de José Mário Vaz aconteceu, em Bissau, perante os seus apoiantes vindos, sobretudo, do interior do país, onde afirma ser “uma figura de paz”.

Não obstante, a sua presidência ser considerada, para muitos, uma das mais “desastrosa” que o país conheceu na história da sua democracia, com seis primeiros-ministros, nomeadamente Domingos Simões Pereira, Carlos Correia, Baciro Dja (por duas vezes), Umaro El Mockhtar Sissoko Embalo, Artur Silva e Aristides Gomes, e sete Governos, em apenas 5 anos, Mário Vaz arroga ter uma magistratura positiva, sem golpes de Estado, assassinatos políticos, com a liberdade de manifestações, de imprensa e de opinião. Um argumento contestado pelos seus críticos, os quais advogam ser a figura que mais dividiu os guineenses nas últimas duas décadas, após o conflito militar de 7 de Junho de 1998, “pondo em causa a unidade nacional”, como a figura constitucional mais destacada na qualidade de Presidente da República.

Foi com José Mário Vaz, que a Guiné-Bissau passou a ser gerida, de forma dissimulada, pela Comunidade Económica de Desenvolvimento dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), tanto assim que todas as importantes decisões internas foram emanadas das cimeiras dos Chefes de Estado e do Governo da organização sub-regional.

O mandato de Mário Vaz terminou a 23 de Junho, mas permanece legalmente no poder até à realização das próximas eleições.

Até aqui concorrem para o escrutínio eleitoral, de 24 de Novembro, o independente Carlos Gomes Júnior, antigo primeiro-ministro e candidato presidencial, Domingos Simões Pereira, pelo PAIGC, Umaro El Mockhtar Sissoco Embalo, pelo MADEM-G15, Nuno Gomes Nabian, que tudo aponta que será o candidato do APU-PDGB, partido actualmente no Governo.

José Mário Vaz apresenta-se como um candidato independente, apesar de algumas opiniões admitirem que poderá beneficiar do apoio do PRS, o Secretário-geral do partido, Florentino Mendes Pereira, segundo informações disponíveis, poderá também pretender apresentar-se como candidato presidencial.

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