Guiné-Bissau

Guiné-Bissau: Líder sindicalista acusa governo de “má gestão de Fundos Públicos”

Bissau
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O secretário-geral da União Nacional dos Trabalhadores da Guiné – Central Sindical (UNTG-CS, Júlio António Mendonça, acusou o governo guineense de “má gestão de Fundos Públicos” e, como consequência, tem dificuldades para pagar os salários dos funcionários públicos.

Há dois meses que os funcionários públicos não recebem os salários. Esta segunda-feira, 20 de Maio, em conversa com jornalistas Júlio Mendonça acusou o primeiro-ministro, Aristides Gomes, de autorizar o ingresso sem o concurso público de cerca de 80 novos funcionários no Ministério das Finanças assim como ter cerca de 30 conselheiros que recebem mais de um milhão de francos CFA. Por motivo, para o sindicalista, está com dificuldades financeiras.

“O governo diz que não tem condições para pagar salários. Mas o primeiro-ministro autorizou cerca de 80 novos funcionários no Ministério das Finanças sem o concurso público. E essa gente está a receber salário na folha A4. Qual é o fundamento legal do pagamento que ele faz na folha A4? A função pública manda uma folha de pagamento e as finanças pagam para além daquilo que foi enviada, através de folha A4. Hoje, o governo tem dificuldades financeiras devido à má gestão. E o responsável é o primeiro-ministro, igualmente Ministro da Economia e das Finanças” acusou, afirmando que com a actual luta sindical pretende mudar a governação do país, permitindo que os governantes tenham mais atenção aos servidores públicos, anunciando para esta terça-feira, 21 de Maio, a terceira vaga de greve na Administração Pública.

Júlio Mendonça sugeriu também a Direcção do Instituto da Segurança Social a conceder empréstimo ao governo para pagar os salários dos funcionários públicos, por ser dinheiro de empregadores e trabalhadores, desafiando os governantes a irem recuperar o “dinheiro que desviaram e foram comprar casas no estrangeiro, porque é o dinheiro de Estado”.

“Vamos iniciar a terceira vaga de greve na Administração Pública. Dissemos ao Presidente da República que estamos preparados para fazer greve durante cinco anos, ou mais ainda, se a situação se mantiver. Não vamos parar a luta até que os trabalhadores serem respeitados e dignificados na Guiné-Bissau. Estes políticos contribuíram na degradação do Estado guineense e hoje ostenta a riqueza na praça pública. A nossa luta é para defender o interesse do povo” disse, sublinhando que a condição social dos guineenses degradou-se, devido ao comportamento dos políticos.

Tiago Seide

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