Guiné-Bissau: “MADEM é meu partido. Não é do Braima, nem dos outros”, disse Sissoco Emabló

O Presidente da República da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, não apreciou que os deputados do Movimento para a Alternância Democrática (MADEM) votassem a favor da resolução que anula o Acordo assinado entre os Chefes de Estado da Guiné-Bissau e do Senegal, sobre a gestão da zona conjunta, mas reiterou que o MADEM é o seu partido.

Na sua reacção ao voto parlamentar que aprovou a resolução que anula o acordo assinado entre os Chefes de Estado da Guiné-Bissau e do Senegal, Umaro Sissoco Embaló disse que os deputados não dispõem de qualquer competência legal que anula a sua assinatura e que neste caso em concreto, há má-fé da parte dos deputados.

O chefe de Estado qualificou também a aprovação da resolução de “um teatro parlamentar” e que os deputados comportaram-se como uma turma de 4ª Classe. Em função de todas essas ilegalidades, má-fé e cultura de ódio, segundo as suas palavras, o Presidente da República prometeu que as consequências serão apuradas, e jamais aceitará que o Estado seja banalizado por quem quer que seja.

A resolução foi aprovada na semana passada, mas só na segunda-feira 20 de Dezembro que o Che de Estado reagiu afirmando que não está minimamente preocupado, devido a que agiu em conformidade com a Constituição da República. Na mesma ocasião o Presidente confirmou que na verdade assinou, mas é apenas de um acordo de cooperação, e frisou que não se trata de exploração, porque o país não tem petróleo.

“É teatro o comportamento dos deputados. Não têm competências nem no regimento nem na Constituição. O que aconteceu foi um acordo de cooperação. Quando assinei, entreguei o acordo à ministra dos Negócios Estrangeiros para entregar ao primeiro-ministro. O primeiro-ministro devia levar o acordo no Conselho de Ministros. Infelizmente, ele avançou sozinho e é mau”.

Relativamente ao Parlamento e à posição do MADEM que votou a favor da anulação do Acordo, Umaro Sissoco Embaló disse que o que aconteceu foi uma desobediência, porque o partido não deu qualquer instrução de voto.

“Mas terá as suas consequências. Não podemos continuar com essa indisciplina de ter pessoas que falam em nome do partido sem saber como é que foi criado. MADEM é meu partido. Não é do Braima, nem dos outros que estão a falar. Não vamos aceitar desordem. Não actuamos até a data presente, por inerência das minhas funções”, disse.

O Chefe de Estado garantiu que não vai ter em consideração a posição do Parlamento e convidou as pessoas a abandonarem a posição de ódio que está a assolar o país. Umaro Sissoco Embaló aproveitou ainda para vincar que as vias de acesso ao poder na Guiné-Bissau continuarão a ser democráticas e que ninguém irá provocar golpe de Estado no país. Nesse sentido lembrou os 5 anos do mandato de José Mário Vaz, e garantiu que vai cumprir os seus, mas se na hora de avaliação sentir que será necessário, concorrerá a segundo mandato para completar 10 anos na Presidência.

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