Guiné-Bissau

Guiné-Bissau: MADEM-G15 acusa o PAIGC de ter criado uma “máquina geradora de fraude”

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O Movimento para Alternância Democrática (MADEM-G15) acusa o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) e o seu Presidente Domingos Simões Pereira, de quererem “provocar uma crise” no decurso do processo para eleições presidenciais, ao criarem uma secretaria de Estado de Gestão Eleitoral.

Para MADEM-G15, a criação da secretaria de Estado de Gestão Eleitoral poderá pôr em risco a transparência eleitoral, uma vez que o órgão “carece de isenção”. Assim, a segunda força política no país chama a atenção das comunidades nacional e internacional sobre um eventual conflito eleitoral ou pôs eleitoral.

Lê-se no comunicado do MADEM-G15 que o PAIGC “sabendo que existem órgãos competentes para a gestão eleitoral, nomeadamente a CNE e o GTAPE, opta pela provocação, ao criar essa secretaria de Estado, colocando a sua frente uma personalidade que MADEM- G15 diz ser conhecida e contestada pelas práticas fraudulentas durante o processo do recenseamento eleitoral para as eleições legislativas de 10 de Março último”.

No mesmo documento, o MADEM G15 considera que “numa tentativa clara de dispor de uma máquina geradora de fraude, o Presidente do PAIGC e potencial candidato às eleições presidenciais está logo, à partida viciando o jogo democrático e anunciando o preludio de uma nova crise que tem o hábito de protagonizar”.

MADEM G15 exige a instituição de uma entidade, ou autoridade, constituída por representantes da comunidade internacional, governo, partidos com assento parlamentar e a sociedade civil, que vá gerir todo o processo de recenseamento eleitoral de raiz e credível, na gestão de base de dados e confecção dos cadernos eleitorais a fim de assegurar eleições presidenciais livres, justas e transparentes.

Por fim, MADEM G15 espera do novo governo esforços redobrados para minimizar o sofrimento da população, a adopção de medidas de rotura com o passado caracterizado pela arrogância, falta de diálogo com parceiros sociais, corrupção e nepotismo, reafirmando a sua determinação em fazer uma oposição construtiva e colaborar com os órgãos de soberania na procura de soluções duradoiras com vista a resgatar a Guiné-Bissau da situação calamitosa em que se encontra.

Tiago Seide

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