Guiné-Bissau

Guiné-Bissau: Militares em prevenção devido a rumores conspiracionistas

Militares Guiné-Bissau

As forças de defesa guineenses estão em prevenção devido a vários rumores conspiracionistas. Alguns os rumores que circulam apontam para uma suposta conspiração entre Umaro Sissoco Embaló e Nuno Gomes Nabiam. Outros rumores apontam para um braço de ferro no interior da classe castrense com base em um suposto desentendimento entre o Chefe do Estado-maior General das Forças Armadas e alguns militares.

Se o impasse entre Nuno Gomes Nabiam e Umaro Sissoco Embaló não é novo e assenta nas suas divergências sobre os modos de governação e gestão do poder, as divergências entre os militares constituem alguma novidade.

Informações dignas de crédito apontam que um grupo de militares já identificado pretenderia subverter a ordem Constitucional e duas figuras foram referidas como os “cabecilhas”, nomeadamente o ex-CEMA, Bubo Na Tchuto e um dos seus fiéis operativos, Tchami Ialá.

Na tentativa de confirmar estas informações, o CEMGFA Biagué Nas Ntan terá esbarrado na resistência de alguns deles. Tchami Ialá terá advertido que jamais irá pagar por coisas que não sabe, e recusou atender uma chamada do CEMGFA.

Os militares terão ainda enviado um recado ao CEMGFA em como se Nuno Nabiam for exonerado das funções de primeiro-ministro, o Presidente da República Umaro Sissoco Embaló “irá acompanhá-lo”.

A acrescentar à tensão já patente, está a crise na fronteira com o Senegal. Os militares guineenses já advertiram que jamais irão tomar parte num conflito que não lhes concerne. Comentários das casernas indicam que muitos jovens já deixaram de comparecer nos quartéis, sobretudo aqueles que ainda não foram efectivados, e terá sido este um dos motivos que justificou a estado de prevenção em curso.

Alimentar os rumores está igualmente um possível acordo, ou acordos, firmado entre Umaro Sissoco Embaló e o seu homólogo Macky Sall, que para além de estabelecer novas regras para a exploração petrolífera na zona conjunta, poderá contemplar também permissões excepcionais para entrada no território guineenses de tropas senegaleses no quadro da ofensiva em curso contra redutos dos independentistas da vizinha Casamansa, instalados junto à fronteira.

Em Bissau o sentimento é de consternação, porque nos últimos cinco anos nunca se falou da possibilidade de tropas estrangeiras penetrarem em território nacional. Este sentimento aumenta ainda quando os independentistas de Casamansa têm a maior parte das raízes na Guiné-Bissau.

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