Guiné-Bissau: Militares guineenses descontentes com chegada do contingente da CEDEAO

A missão militar de estabilização da CEDEAO para a Guiné-Bissau chega ao país esta quarta-feira 18 de Maio.

Composta por 631 homens, a força tem o mandato de uma missão de um ano, com objectivo de apoiar a estabilização da Guiné-Bissau.  Uma decisão dos chefes de Estado e do Governo da organização tomada na sequência do ataque ao palácio do Governo em Fevereiro.

Denominado por MASGB, a força composta por militares, polícias e pessoal de saúde, tem o mandato de apoiar as Forças de Defesa e de Segurança guineenses, visando manter a estabilidade na Guiné-Bissau; apoiar os esforços de defesa e segurança, com vista a assegurar o Presidente da República, as entidades indicadas pela alta Autoridade guineense e os cidadãos, assim como proteger os civis e melhorar as condições de segurança, conforme o “direito internacional humanitário”.

Presença da Missão da CEDEAO causa crispação nos quartéis

Fontes militares contactadas pela e-Global indicam sinais de crispação nos quartéis, devido a presença desta missão. “Isso não está bem. Não estamos em guerra. Esses vêm aqui só para complicar ainda mais as coisas”, refere um militar sob anonimato, de acordo ainda com o qual, muitas unidades militares não estão com a vontade de acolher os elementos que fazem parte da missão. Uma missão composta essencialmente por militares da Nigéria e do Senegal, este último, país vizinho da Guiné-Bissau e que esteve envolvimento directamente na guerra de 7 de Junho de 1998 que opunha o General Ansumane Mané  e o falecido Presidente da República, João Bernardo “Nino” Vieira.

Os mais de uma centena de homens que já tinham chegado a Bissau, no princípio deste mês, estão instalados no Hospital Militar, em Bissau, na Base Aérea de Bissalanca, na sede do Clube de Futebol das Forças Armadas e na Presidência da República. “Localidades que não representam pontos estratégicos, do ponto de vista militar”, conforme um alto oficial das Forças Armadas guineenses contactado pela e-Global.

Esta é a terceira vez que a CEDEAO envia tropas para Guiné-Bissau. A primeira aconteceu em 1998 durante o conflito militar, a segunda surgiu na sequência do golpe de Estado de 12 de Abril de 2012 e agora é consequência do ataque ao palácio do Governo, a 1 de Fevereiro de 2022, em que morreram 11 pessoas, segundo dados oficiais.

(foto arquivo)

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