Guiné-Bissau

Guiné-Bissau: Ministra da Saúde quer corrigir práticas populares com recém-nascidos

A Ministra da Saúde Pública, Magda Robalo Silva, disse que o aleitamento precoce até uma hora após a nascença é ainda muito baixo na Guiné-Bissau, de apenas 34%, desafiando a sociedade guineense a continuar a promover essa prática no seio da comunidade.

Esta sexta-feira, 09 de Agosto, em Bula, norte do país, no acto de lançamento do mês nacional da amamentação, sob lema “Famílias Unidas para a Amamentação”, Magda Robalo Silva acredita que começar a amamentar na primeira hora é “muito importante” para prevenir doenças e mortes de crianças, asseverando que o aleitamento materno exclusivo até 6 meses ronda os 50%, e que o país tem “muito trabalho a fazer para melhorar esses indicadores”.

Por outro lado, a Ministra da Saúde disse que, na Guiné-Bissau, o número de mortes de recém-nascidos continua a ser elevado, sobretudo nas famílias mais pobres e que a maioria dos partos acontece fora dos hospitais e centros de saúde e maior parte dos recém-nascidos não são amamentados na primeira hora de vida. Por isso, Magda Robalo Silva apelou sobre a necessidade de apoiar, encorajar e criar oportunidades para que as mães possam amamentar os seus filhos exclusivamente até os 6 meses.

“Amamentar é dos momentos de maior carinho e de aproximação entre uma mãe e um filho ou uma filha. Para além de alimentar uma criança cria laços de amor muito forte. Na nossa cultura, para além de alimentar, “amamentar” significa cuidar e proteger. A mulher que amamenta o seu bebé transmite-lhe segurança e carinho. A mulher que amamenta exclusivamente durante seis meses tem muitas chances do filho estar protegido de doenças” disse a governante, afirmando que o aleitamento materno tem como propósito último ajudar a combater a desnutrição infantil e as consequências da desnutrição na vida adulta, garantindo assim melhor qualidade de vida e um futuro mais próspero.

“A amamentação é principal forma de fornecer ao bebe o nutriente necessário para um crescimento saudável. O leite materno ajuda a prevenir doenças da infância. Por isso, a amamentação deve ser encorajada, promovida e facilitada. Ela contribui também para a segurança alimentar, para reduzir a fome e a pobreza, sendo pois, vital para o mundo mais saudável e mais sustentável” concluiu Magda Robalo Silva.

Tiago Seide

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