Guiné-Bissau

Guiné-Bissau: Novo governo com uma presença feminina inédita da história política do país

Trata-se de um elenco com trinta e uma pasta, entre as quais, dezasseis Ministros e quinze Secretários de Estado. O Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), partido vencedor das eleições de 10 de Março detém, naturalmente, o maior número de pastas, ocupando dez ministérios e igual número de secretarias de Estado, seguido do APU-PDGB, quarta força política no parlamento, com a qual o PAIGC tem um acordo de incidência parlamentar, contando com cinco pastas, entre as quais, três ministérios e dois secretarias de Estado.

A União para Mudança (UM) assume duas secretarias de Estado; o Partido Nova Democracia (PND) um Ministério; o Partido da Convergência Democrática (PCD) uma secretaria de Estado; o Movimento Patriótico (MP) detém um Ministério, ao passo que o Partido de Unidade Nacional (PUN) contou com uma pasta ministerial.

O Governo, que esta quarta-feira tomou posse, no termo do prazo imposto pela CEDEAO, conta com 11 mulheres (8 ministras; 3 secretárias de estado), uma quota inédita na história política da Guiné-Bissau, representando diferentes partidos políticos, mas também quatro membros com menos de 40 anos.

Entre os 31 titulares das pastas ministeriais e secretarias, apenas 10 já passaram por governos precedentes, nomeadamente Odete Costa Semedo, Ministra da Administração Territorial e Gestão Eleitoral, que foi Ministra da Educação; Adiato Djaló Nandigna, que já passou pelo Ministério da Defesa e pela Presidência do Conselho de Ministros, mantém-se a frente das Pescas.

Outros experientes na Governação são Geraldo Martins, Ministro da Economia e Finanças, pasta que já tinha ocupado em 2015; Iaia Djaló, Ministro do Comércio e Indústria, que, recentemente, esteve na Justiça e Direitos Humanos; Fatumata Djau Baldé, Ministra da Administração Pública e Modernização do Estado, que em 2002 foi Ministra dos Negócios Estrangeiros; Suzi Barbosa, nomeada agora Ministra dos Negócios Estrangeiros, esteve na Secretaria de Estado da Cooperação e das Comunidades, José Djó, Secretário de Estado do Orçamento e Assuntos Fiscais, funções que já tinha também desempenhado no passado. Assim como Suleimane Seide, até aqui, Secretário de Estado do Tesouro, e Tomásia Majuba, que foi no Secretária de Estado dos Assuntos Fiscais. Mas também Cadi Seide, Ministra da Mulher, Família e Proteção Social, que foi Ministra da Saúde Pública e também da Defesa Nacional, assim como Quité Djata, Secretária de Estado do Ambiente e Biodiversidade, que, assim, viu renovada a confiança, pelo Primeiro-ministro, Aristides Gomes.

Entre as tarefas imediatas, este Executivo terá gerir com urgência o presente ano lectivo nas escolas públicas, regularização de compromissos sociais, associados às sucessivas de greves gerais na função pública e, especialmente, organizar as eleições presidenciais, marcadas para 24 de Novembro.

O Presidente cessante, José Mário Vaz, cumpre assim as decisões saídas da 55ª Cimeira da Comunidade Económica de Desenvolvimento dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), que decorreu 29 de Junho, em Abuja, capital da Nigéria.

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