Guiné-Bissau

Guiné-Bissau: Oposição apresenta provas que implicam Governo na atribuição de passaporte polémico

MADEM-G15 e PRS realizaram conferência de imprensa conjunta em que revelaram comprometedoras provas que incriminam o primeiro-ministro e o Ministro da Presidência do Conselho dos Ministros, no caso da atribuição de passaporte nacional a um cidadão colombiano envolvido no caso da maior apreensão de droga na Guiné-Bissau.

O deputado do Partido da Renovação Social ( PRS), Victor Mandinga, acusou Aristides Gomes de estar a ocultar a verdade, uma vez que consta no selo branco e carimbo no passaporte do colombiano Cano Zambrano Jhon Jaime. Destacou também que a assinatura que está patente no passaporte é idêntica à assinatura do vice presidente da APU-PDGB, Armando Mango. Para o Victor Mandinga, a APU-PDGB está a alinhar com posicionamento do PAIGC porque também está metido na fraude.

O líder parlamentar do PRS, Sola Naquilin Nabitchita, qualificou de “admirável” a forma como o primeiro-ministro e o seu partido estão a “fugir” da Assembleia, quando deveriam ser os mais interessados. “Se eu fosse o presidente da República, esta hora já tinha tirado o decreto de demissão deste governo” disse Sola Naquilin Nabitchita, argumentando que o governo chefiado por Aristides Gomes está caduco e que o país não pode ficar sem Governo.

Nabitchita questionou ainda o facto de só quando Aristides Gomes está a governar é que as drogas são mais aprendidas. Perguntando ao chefe do governo sobre a droga que foi apreendida em 2006, e que foi fortemente acusado de envolvimento no seu tráfico. Ainda acusou o primeiro-ministro de emitir documentos de Estado para três estrangeiros que foram assinados por Djalo Pires, chefe de Gabinete do Aristides Gomes.

Este grupo parlamentar disse também estar descontente com o comportamento do presidente da Assembleia Nacional Popular (ANP) Cipriano Cassama, por ter violado o regimento da ANP, uma vez que está a submeter ao governo, em benefício do PAIGC, a marcação da data que foi votada por unanimidade e que era suposto ser a 19 de Setembro para a discussão do programa do Governo e Orçamento Geral do Estado (OGE), em que este grupo parlamentar deixou bem claro que não vão participar na data avançada.

Por ultimo, o vice líder da bancada do MADEM-G15, Abudo Mane, aacusou o primeiro-ministro de violar a lei quando está a manipular o presidente da ANP e emitir títulos do Tesouro público sem que o programa do Governo esteja legitimado.

Laurena Carvalho Hamelberg

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1 Comentário

1 Comentário

  1. Joãozinho Correia

    27/09/2019 at 23:50

    Óh senhor líder da Banca em termos lógicos a sua fundamentação da caducidade do governo e sua eventual exoneração, caso fosse o presidente é um paradoxo. Se o cego não guia o cego, como é que um presidente caduco possa decidir exonerar um governo caduco?

    Foi esta estratégia de novela Brasileira, entre “Roberto Matias e José das Medalhas”, que usaram para desgastar politicamente o Presidente cessante na legislatura anterior.
    Pensamos que ele deve ser suficiente mudura neste momento para resistir, vossos conselhos o induzam sempre para treva de tropeço político.
    É no momento que espera do vosso apoio para a sua candidatura foram apoiar os terceiros, agora que enfrentam lutas políticas e lembram dele, para derrubar o governo. Este governo vai até o fim da legislatura, porque as pessoas que o integrarem respeitam e têm pena deste matizado povo. Basta mancomunacões golpistas de que são especialistas, induzindo sempre jomav.

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