Guiné-Bissau: PAIGC reconhece resultados eleitorais e DSP não pouca os críticos

Guiné-Bissau sede PAIGC

O Bureau Político (BP) do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) esteve reunido a 05 de Junho para a analisar a Situação do partido pós eleições presidenciais, debruçar-se sobre o calendário político do PAIGC como mira no X Congresso ordinário bem como na constituição da Comissão Ad-Hoc que viabilizará a Conferência de CONQUISTA.

No final dos trabalhos, o partido confirmou que aceita os resultados eleitorais tendo em conta que em Setembro de 2020 o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) deliberou mediante um Acórdão. “Tendo ainda em conta que a decisão do STJ veio a esgotar todos os mecanismos legais e constitucionais para reclamação dos resultados eleitorais, o Bureau Político deliberou reiterar a sua aceitação do veredicto da corte Suprema de Justiça que validou os resultados eleitorais proclamados pela CNE e que deu como derrotado o candidato Engº Domingos Simões Pereira na 2ª volta das eleições presidenciais de 29 de Dezembro de 2019”, lê-se no comunicado final.

Na reunião, o presidente do PAIGC, Domingos Simões Pereira (DSP), respondeu violentamente aos críticos internos sobre as posições assumidas no momento em que o partido fazia face a sérias dificuldades.

Com 70 dos seus 91 membros, a reunião do BP do PAIGC aconteceu após muita pressão exercida por alguns militantes que pretendiam fazer uma avaliação das últimas eleições. Simões Pereira considera que, os defensores da reunião dos órgãos “em situação de caos total” não têm razão tendo em conta que, depois das eleições, o país entrou num período de turbulência seguido de um confinamento.

O Presidente do PAIGC no seu discurso de abertura, voltou a destacar o facto de ser o presidente que mais reuniões dos órgãos fez, pelo que, quando aparecem vozes a criticar, deixam a errada impressão de existência de alguma resistência, segundo o líder dos Libertadores

“Mas vamos continuar tirar o tempo necessário para discutir com essas vozes que, nos momentos difíceis aproveitam para colocar os seus problemas. Esclarecer o necessário. Mas, também é importante que essas vozes saibam que as suas lutas não têm sentido apenas quando querem tirar proveitos. É importante levar em consideração os interesses do partido e da nação”, disse.

Quando Simões Pereira fora questionado sobre as dissidências e sobretudo de figuras que outrora lhe foram próximas, o presidente do PAIGC respondera que cabe a cada um avaliar as suas decisões. Mas vincara que não faz sentido as pessoas estarem sempre a posicionar em função das conveniências ou de favorecimentos do momento.

O presidente do PAIGC aconselhou todos os militantes e dirigentes do partido que, quando exercem o contraditório, devem dispor, previamente, de informações fidedignas e agir com “doses de paciência”. Sublinhou ainda a necessidade de existirem críticas, sendo que, segundo o mesmo, estas não devem ser esgotadas como um instrumento do exercício do contraditório, mas, concomitantemente, como forma de gerar consensos.

Domingos Simões Pereira apontou também aos militantes ou dirigentes que têm tido como modus operandi o aproveitamento político, em momentos de crise, em vez de agirem em conformidade com os pressupostos estatutários convencionados e requeridos para fazer a vontade da maioria.

“O PAIGC, enquanto uma associação política deve se reger-se por uma direcção colegial e reflectir as aspirações do povo, enquanto centro das prioridades”, rematou.

Quanto aos protestos contra o interregno registado na realização das reuniões de órgãos estatutários do PAIGC, Simões Pereira convidou os contestatários a apresentarem fundamentos na plenária do Bureau Político, e lembrou que, perante o confinamento devido ao Covid-19 tornou-se difícil a realização de sessões plenária desta natureza.

PAIGC quer reforçar fiscalização nas próximas eleições

Ainda sobre as decisões de fundo, o BP deliberou reportar ao Secretariado Nacional do partido e ao Conselho Nacional de Jurisdição e Fiscalização denúncias sobre alegadas atitudes de má conduta ou irresponsabilidade de alguns dirigentes, no acompanhamento e apoio a fiscalização na 2ª volta das eleições Presidenciais de 29 de Dezembro de 2019.

O PAIGC deliberou reforçar os mecanismos de controlo e fiscalização nas próximas eleições, a fim de diminuir os riscos de fraudes e irregularidades que foram detectadas nas eleições presidenciais de 29 de Dezembro de 2019.

Bureau Político do PAIGC aconselhou também a distanciarem-se de “todos os pronunciamentos feitos nas redes sociais e por canais não oficiais do partido e condenar o uso linguagem abusiva e insultuosa” aos militantes do partido “deputados e a toda a população em geral e manifestar o apego intransigente ao partido, à ordem, a convivência pacifica e à paz social”.

One Comment

  1. Baba corca Djalo

    O Domingos sabe muito bem que ele perdeu as eleições más como é rediada pelo bandos de incompetentes eleitoral .
    Aí o tal DSP continua a emverter os valores e meter mão no lugar dos pés
    Tentar bloqueado no pais que lhe pertence insultos racistas …….

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