Guiné-Bissau: Partida do primeiro grupo de peregrinos a Meca, MCCI critica comparticipação do Governo

O primeiro grupo dos candidatos à peregrinação à cidade Santa de Meca deverá deixar esta quarta-feira, 31 de Julho, a Guiné-Bissau com destino à Arábia Saudita, anunciou o Conselheiro do Primeiro-ministro para a Área de Comunicação Social, Muniro Conté.

Em comunicado, com a data de 30 de Julho, Muniro Conté informou que das 751 vagas, da quota disponibilizada à Guiné-Bissau, o governo comparticipou com 300 milhões de francos Cfas, que permitiram assegurar 120 lugares, mais 641 com o autofinanciamento dos candidatos.

Lê-se no comunicado que o primeiro voo que irá transportar 362 peregrinos vai deixar Bissau esta quarta-feira, estando prevista a deslocação do mesmo número de fiéis na quinta-feira, 01 de Agosto.

O executivo informou também que a Embaixada da Arábia Saudita na Guiné-Bissau, com residência em Dakar, anunciou o apoio do reino em 500 bolsas a favor da Guiné-Bissau.

A e-Global constatou, esta tarde, no Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira de Bissau, os candidatos a efectuarem o check-in e segundo as informações apuradas no local, o avião que deverá transportar os peregrinos deverá pousar no solo guineense às 19:00 horas locais.

Entretanto, o Movimento dos Cidadãos Conscientes e Inconformados (MCCI) exige o fim do financiamento de actividades religiosas na Guiné-Bissau, por o país ser “um Estado Laico”.

Para MCCI, esta prática visa apenas promover simpatias políticas em proveito de agendas eleitorais, para além de constituir um ato discriminatório em relação às outras confissões religiosas.

Neste sentido, o Movimento dos Cidadãos Conscientes e Inconformados repudia a participação financeira do governo na peregrinação a Meca, no valor de 300 milhões de francos Cfas, numa altura em que o executivo é confrontado com “escassez de meios financeiros, sobretudo num momento em que os sectores sociais estão praticamente paralisados, com greves no sector da educação, estando o ano lectivo 2018/2019 em indefinição e sem que as exigências dos sindicatos sejam atendidas e sem oxigénio nos centros hospitalares do país”.

Tiago Seide

One Comment

  1. Domingos João Sá

    Estou de acordo com voces isso tem que acabar porque guine bissau e um pais laico isso e uma escolha de descriminação de sociedade etinias na guiné bissau porque que estado não metem este montantes para pagar salário em atraso em todos sectores administrativos mais vou só deixar apelo ainda e muito cedinho para começar campanha presidêncial.

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