Guiné-Bissau

Guiné-Bissau: Polémica em torno do cancelamento o 1º seminário internacional diálogos culturais África e Brasil

Numa nota pública, a Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB) explicou que sua decisão em cancelar as actividades que “agregava acções como grupos de trabalhos, painéis, mesas redondas, visitas institucionais a equipamentos culturais e apresentações artísticas”, foi devida ao que qualifica de “desestabilização e alteração da ordem constitucional, desde o dia 27/02, por meio, sobretudo, de intervenção militar”.

O Seminário, que contava com a presença do Secretário de Estado da Juventude, Cultura e Desporto Guineense, Dionísio Pereira, e que se revestia de um carácter académico, para além de uma importante participação de gestores e técnicos, foi cancelado e o anúncio transmitido através de nota assinada pelos professores Eduardo Machado, Ricardo Nascimento, Igor Monteiro e Anne-Sophie Gosselin, que lamentam e posicionaram-se de “modo solidário”, perante a desestabilização da legalidade política e democrática do país.

O professor universitário residente, e a exercer no Brasil, Ricardo Jacinto Dumas Teixeira, lamentou como alguns docentes brasileiros na Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira, do seu colegiado de Sociologia, estão “articulados com interesses obscuros com algumas individualidades guineenses”, desinformando a sociedade no Ceará, Brasil, de como aconteceu a alteração constitucional e democrática na Guiné-Bissau.

O escritor e PhD em sociologia advertiu que a UNILAB tem sido utilizada por Eduardo Machado, Ricardo Nascimento, Igor Monteiro, e Anne-Sophie Gosselin, como um “espaço para demandas políticas e partidárias oriundas da Guiné-Bissau com interesses no campo de disputa de poder na UNILAB – Brasil”, escreveu na sua página Ricardo Teixeira.

Para o sociólogo, o processo eleitoral foi considerado justo, livre e transparente pela Comissão Nacional de Eleições (CNE), e da Assembleia Nacional Popular (ANP), e defende que internacionalmente as eleições foram observadas pela União Africana (UA), a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que não reportaram qualquer irregularidade.

Laurena Carvalho Hamelberg

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1 Comentário

1 Comentário

  1. Istuca

    09/03/2020 at 15:04

    Talvez não tiveram o conhecimento mas o que aconteceu é que aumentaram os numeroa de votos já depois de tudo estar lá na CNE o fraude aconteceu sim não nas mesas de voto mas já na CNE por isso é que se recorreu a STJ, mas mesmo no Brasil o STF tem a ultima palavra e o tribunal eleitoral de brasil é que decide ninguem decide tomar a posse de uma forma ilegal desrespeitando a lei e as autoridades compitentes e nem vice presidente pode levantar e falar em nome de presidente ao país sem que esse estivece de acordo

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