Guiné-Bissau

Guiné-Bissau: Polícia Judiciária promete mais detenções para breve

Dois dias depois do anúncio da maior apreensão de cocaína na história da Guiné-Bissau, a e-Global sabe que o principal suspeito de ser o líder da rede de responsável pela se encontra ainda em fuga. As autoridades guineenses acreditam que quer este, quer outros elementos apanhados nas redes da operação Navarra possam ser detidos nos próximos dias.

Na passada segunda feira, em buscas realizadas em Caió e Cachungo, norte da Guiné-Bissau, a Polícia Judicíária apreendeu 1869 kilos de cocaína em duas residências pertencentes a um cidadão guineense, o qual está agora em fuga e se acredita agora ser o líder da rede. Durante as buscas foi detido o seu irmão, Saido Seide Bá, o qual se juntou nos calabouços aos três colombianos residentes em Bissau e que outros três guineenses e um maliano, estes últimos responsáveis pelo transporte da cocaína já em território guineense.

Apesar de não existir qualquer confirmação, a e-Global contactou fontes do Ministério da justiça conhecedoras da operação que confirmaram que todos os elementos estavam sob vigilância “há vários meses”, uma vez que existiam fortes suspeitas de terem estado envolvidos em outras operações de tráfico de droga no passado recente. “Todos eram conhecidos e todos eram vigiados. Mas no passado recente, e sobretudo nos últimos dois anos, a PJ não podia avançar porque sabíamos que estes traficantes eram protegidos de gente muito influente quer na Primatura, quer no próprio Ministério do Interior. Felizmente, com a mudança de regime, temos hoje as condições para avançarmos com investigações que estiveram congeladas”, refere fonte ligada ao Ministério da Justiça que pediu o anonimato.

O combate ao tráfico de droga é uma das prioridades do governo de Aristides Gomes, que pretende assim resgatar a imagem da Guiné-Bissau do estatuto de “narco-estado”, num fenómeno que envolve civis e militares, empresários e até políticos.

“Estamos convencidos de que quer esta droga agora apreendida, quer os outros 800 kilos de março, tinham como objectivo financiar campanhas políticas em vésperas de eleições”, afirma fonte do Ministério da Justiça. “Isso já aconteceu no passado, há partidos que até foram criados com o único objectivo de dar legitimidade aos olhos da população guineense a pessoas que todos sabem ser traficantes de droga, mas que como são políticos ou conselheiros ou comandante, ninguém diz nada. Mas agora, acreditamos que esta apreensão possa levar alguns candidatos a repensarem as suas estratégias para as presidenciais. A impunidade, seja da droga ou do arroz, acabou”, conclui.

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1 Comentário

1 Comentário

  1. Melo fernandes

    05/09/2019 at 5:44

    Felicito PJ por as apreensôes para dar exemplo i mandar um unico menssagen, Bissau nâo passa! Os detido devem cooperar para bem de eles mesmo, é dizer que com estas apreensôes podem ser liquidados portanto já estâo baixo fechadura, todo depende deles se queiram uma condena rasoavel !!

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