Guiné-Bissau: PR afirma que luta contra o narcotráfico está na origem da tentativa de Golpe

Após cinco horas criticas, sitiado no Palácio do Governo, o Chefe de Estado Umaro Sissoco Embaló reuniu com a imprensa no palácio presidencial e lembrou que esteve debaixo de intensos tiroteios. “Foram precisas cinco horas de tempo para que as Forças Armadas pudessem resgatar o seu Comandante Supremo”, disse.

Acompanhado do Primeiro-ministro, Nuno Gomes Nabian, do vice-Primeiro-ministro, Soares Sambú, do Ministro do Interior, Botché Candé, e do Ministro da Defesa, Sandji Fati, o Chefe de Estado guineense afirma que foi um atentado à democracia. “O poder se conquista nas urnas. A Guiné-Bissau está de luto, pois valentes filhos foram mortos hoje por ambição de duas ou três pessoas que acham que este país não tem direito de viver em paz”, disse Sissoco Embaló.

O Presidente da República (PR) reconheceu também que não acreditava que “íamos chegar a este ponto ou que os filhos da Guiné estariam em condições de promover mais um acto de violência. Preferia que viessem ter comigo e colocassem os seus problemas”, disse o Chefe de Estado que aproveitou para elogiar a acção das Forças de Defesa e Segurança.

Para o Sissoco Embaló, a “tentativa de golpe de Estado” tem a ver com a sua luta contra o tráfico de droga. “Não só os militares que estão envolvidos nesta acção, mas sim indivíduos que estão sob a investigação no caso de narcotráfico”, precisou o Presidente guineense, e confirmou que a acção causou mortos e feridos. “Há mortos, mas não sei quantos, porque o Presidente estava a ferro e fogo”, e adiantou que, entre os feridos não consta nenhum membro do Governo, excepto alguns elementos ligados à força de defesa e segurança. Sissoco Embaló anunciou também a detenção de alguns indivíduos supostamente envolvidos na alegada tentativa de golpe de Estado.

O Chefe de Estado guineense, que apelou à comunidade internacional para continuar apoiar a Guiné-Bissau, garantiu que nunca assistiu a tal intensidade de tiros [fogo cruzado] como nesta terça-feira 1 de Fevereiro. “Quero dizer que nem no 7 de Junho se usou tantos tiros seguidos tal como aconteceu”, vincou Umaro Sissoco Embaló.

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