Guiné-Bissau

Guiné-Bissau: Presidência da República “corta” com Cissoko

O Presidente da República, José Mário Vaz, deu” orientações precisas” para proibir Umaro Cissoko, político do MADEM-G15, de entrar no edifício Presidência da República guineense, confirmam fontes ligadas ao gabinete presidencial.

De acordo com fontes na Presidência, a decisão de Jomav em cortar com Cissoko prende-se com a derrota política sofrida pelo Presidente na última Cimeira da CEDEAO em Abudja, Nigéria.

Em Abudja, Umaro Cissoko esteve presente na delegação oficial do Presidente e teria o objectivo preciso de influenciar os presidentes da sub-região no sentido de defender a estratégia de José Mário Vaz de nomear de um Governo de Iniciativa Presidencial à margem dos resultados das legislativas de 10 de março, permitindo a inclusão de membros do PRS e do MADEM. Este plano pretendia também garantir ao próprio Jomav o controlo das chamadas pastas de soberania (Defesa, Interior, MNE e Finanças).

Na referida Cimeira, saiu tudo ao contrário. A CEDEAO obrigou o presidente Jomav a dar posse ao Governo da maioria parlamentar PAIGC-APU-UM-PCD, negando-lhe qualquer pasta de soberania, e exigindo ainda a nomeação de um novo Procurador-Geral da República, até ao dia 3 de Julho último.

A imposição da CEDEAO, que resultou na tomada de posse do Governo liderado por Aristides Gomes e de um novo PGR na noite de 3 de Julho, terá sido entendida por Jomav como uma “humilhação” pelos seus pares, fruto de uma traição orquestrada por Umaro Cissoko.

Umaro Cissoko pretenderá avançar para as eleições presidenciais de Novembro próximo, nas quais o próprio Jomav será um dos candidatos.

José Mário Vaz terá dado orientações aos serviços do estado para perceber se o comportamento de Cissoko se tratou de uma traição pura e dura, ou se na verdade, Cissoko não tem a influência junto dos presidentes da CEDEAO que o ex-Primeiro Ministro diz ter, afirmam fontes na presidência contactadas pela e-Global.

 

Rodrigo Nunes, em Bissau

 

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