Guiné-Bissau: Presidente acusa a RTP África de ser uma extensão do PAIGC

O Presidente da República (PR) da Guiné-Bissau, Sissoco Embaló, acusou a imprensa pública portuguesa de ser uma extensão do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC).

Durante uma curta visita, no fim-de-semana de 18 de Setembro, a Caliquisse, terra natal do ex-PR, José Mário Vaz, Umaro Sissoco Embaló apontou à correspondente da RTP África na Guiné-Bissau de ser funcionária de um órgão ao serviço do PAIGC.

A reacção do Chefe de Estado foi manifestada quando a jornalista, Indira Correia Baldé, também presidente do Sindicato de Jornalistas na Guiné-Bissau perguntou ao Presidente quando iria convidar José Mário Vaz para a sua tomada de posse oficial, tendo em conta que a que aconteceu há cerca de dois anos foi apenas simbólica.

Expressando-se em crioulo, Umaro Sissoco Embaló vincou que é Presidente da República e que só “pessoas frustradas do PAIGC, como a RTP África”, extensão daquele partido é que insistem a considerar que não é presidente. “Mas o problema é vosso. Digam o que quiserem, eu sou Presidente da República. Se um dia eu me sujeitar a uma nova investidura, que Deus me faça perder a perna”, disse.

Com a observação da jornalista que lembrou que a sua função é fazer as questões, o PR reagiu adoptando termos de senso comum entre guineenses em como “só lunpens e djunés”, que significa “só ignorantes e palhaços” continuam a pensar que a realidade que se vive na Guiné-Bissau é mutável.

“A RTP África é do PAIGC. Mas para a vossa informação, saibam quer sou deputado da Nação e fui investido como PR, no mesmo espaço que me investiram como deputado da Nação. O Presidente Koumba Yalá foi investido num, Estádio de futebol. O Presidente Nino Vieira foi investido num Estádio. Onde é que saíram com essa insistência sobre a minha investidura”, questionou.

A deslocação a Calequisse terá surgido de forma improvisada e teria como objectivo despedir-se de José Mário Vaz no comento da sua deslocação para participar na Cimeira das Nações Unidas. Sissoco Embaló disse que foi pedir conselhos ao ex-Chefe de Estado e aproveitou também para lhe transmitir os cumprimentos manifestados pelos Chefes de Estado da CEDEAO.

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