Guiné-Bissau

Guiné-Bissau: Presidente do PRS apela ao fim das “divergências internas”

Orlando Mendes Veigas

O quarto vice-Presidente do Partido da Renovação Social (PRS), Orlando Mendes Veigas, disse que os resultados eleitorais obtidos pelo PRS nas eleições legislativas demonstram que é preciso uma união no partido para que possam projetar as ambições que este tem em prol do desenvolvimento da Guiné-Bissau.

Nesta quinta-feira, 15 de agosto, no acto da abertura da jornada de reflexão sobre os desafios do presente e futuro do PRS, Orlando Mendes Veigas desafiou os militantes do seu partido a estarem preparados para abraçarem uma visão estratégica, unirem sinergias e inteligências para vencerem os desafios do presente e do futuro.

“Cada eleição é um desafio. É verdade que tivemos uma derrota nas últimas eleições legislativas. Apesar de ser o segundo mais votado, não conseguimos ter segundo maior assento na Assembleia Nacional Popular, facto que deixou a todos os militantes muito preocupados, mas a reorganização interna irá permitir a reestruturação desse grande partido, que tem sido sinónimo da democracia desde 1994”, declarou, insistindo que “é urgente desmontar os palanques, desarmar os espíritos, buscar o mínimo de convergências que nos permitam preservar as conquistas democráticas e avançar para um futuro melhor”.

Por outro lado, instou os militantes e dirigentes do PRS a deixarem as suas “divergências internas” para que possam conjugar os esforços, fazendo face aos novos desafios vindouros para que o partido possa sair “mais forte dessa fase” e assumir o compromisso de corresponder aos anseios e aspirações dos guineenses, sublinhando que “o partido conta com a juventude para estes desafios do futuro”.

Orlando Mendes Veigas lembrou que os referidos desafios serão enfrentados por “caminhos abertos pelo diálogo, pela transparência, e fiscalizados pelo povo”, defendendo que os militantes e dirigentes do PRS precisam “mais do que nunca saber ouvir e saber falar com franqueza, lealdade, sem pré-julgamentos, sem discriminação e sem qualquer tipo de intolerância perante o próximo”.

De olhos postos nas eleições presidenciais, o político apelou aos dirigentes e militantes do PRS para juntarem os “cacos espalhados à sua frente e pensarem na solução viável para enfrentar o próximo embate eleitoral”, reafirmando que o interesse do partido deve prevalecer e estar sempre à frente de todos, ao contrário “do que aconteceu nas eleições legislativas passadas, que é de cada qual por si e Deus por todos, comportamento esse que nos mostrou que realmente não valia a pena. Fato confirmado nos resultados obtidos pelo partido”.

“Temos que, no seio dos órgãos do partido, discutir, avaliar e, por fim, encontrar uma solução viável para as eleições presidenciais. Precisamos de paz, de democracia, de trabalho. Estendo as minhas mãos. Tenho a convicção de que outras mãos dos renovadores de boa vontade e de boa fé as acolherão, pelo bem do PRS e pelo bem da Guiné-Bissau”, concluiu.

O desafio do presente e o futuro do PRS, bem como os problemas estruturais e conjunturais, dominam, entre outros temas, a jornada de reflexão sob o lema “PRS, Nô Partido”, que junta mais de 300 delegados de seis círculos eleitorais, que compõem o setor autónomo de Bissau.

Tiago Seide

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