Guiné-Bissau

Guiné-Bissau: PRS acusa Aristides Gomes de actos de nepotismo, clientelismo e servilismo

Aristides Gomes

O grupo parlamentar do Partido da Renovação Social (PRS) defende que os conselheiros e assessores afectos ao gabinete do primeiro-ministro, Aristides Gomes, devem “não só obedecer ao princípio da racionalidade em termos de número, mas também preencher requisitos qualitativos”.

Em conferência de imprensa, esta terça-feira, 16 de Julho, o líder da Bancada Parlamentar do PRS, Sola Nquilim Na Bitchita, disse que “só pode ser ignorância ou uma intenção deliberada e maligna de enganar a opinião pública nacional e internacional declarar que as nomeações não acarretam custos ao tesouro público, já por si deficitário”.

“Nesta ordem de ideias é importante informarmos de que segundo o mesmo Despacho, os conselheiros e assessores auferem de direitos e regalias equiparados aos secretários de Estado em função o que equivale a um salário mensal liquido de um milhão e trezentos e vinte mil francos Cfa (1.320.000 xof) a cada um, quantia superior às pensões e subsídios vitalícios que os recém nomeados auferem, sendo certo, por isso, que, no uso dos seus direitos de preferência, por lei, escolherão receber o valor de 1.320.000 Cfa” disse, considerando o despacho do primeiro-ministro “lesivo ao tesouro público e uma violação dos princípios de razoabilidade e de racionalidade”.

Para o PRS, esses vícios indiciam actos de nepotismo, clientelismo, servilismo e de corrupção na gestão da coisa pública, sublinhando que essas atitudes fragilizam a credibilidade do país junto dos parceiros internacionais dos quais depende a cobertura do défice orçamental em mais de 50%.

“Este acto vergonhoso, com certeza, contribuirá para piorar o relacionamento entre o governo do PAIGC e parceiros sociais, pondo em causa, como consequência, a estabilidade governativa, paz social e desenvolvimento do país” insistiu.

O grupo parlamentar do PRS acusou também o Presidente da ANP de, contrariando o estatuído na lei orgânica, promover afectações “descabidas e prejudiciais ao erário público”, por possuir mais de uma dezena de assessores.

Tiago Seide

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