Guiné-Bissau

Guiné-Bissau: PRS diz que quando for o momento de abandonar o Governo o país saberá

GB PRS Orlando Viegas
Orlando Viegas

A Direcção do Partido de Renovação Social (PRS) promoveu na manhã desta quinta-feira, 22 de Abril, uma conferência de imprensa em que defendeu do seu presidente, Alberto Nambeia, alvo de ataques de “alguns fundadores” do partido.

Orlando Viegas, vice-presidente do PRS qualificou de “calúnias e difamação” as declarações proferidas pelo ex-presidente, Sori Djaló, e disse não ter dúvidas que aqueles que acusaram Alberto Nambeia “estão esfomeados”.

Sobre as criticas a Alberto Nambeia por este ter participado numa reunião em Patche Yalá que juntou o presidente do PAIGC, Domingos Simões Pereira, e vários militares, Orlando Viegas recordou que Alberto Nambeia é o deputado da Nação nessa região e que foi responder a um apelo dos militantes. “Mas queremos mais. Disseram que estavam lá militares, que digam os nomes, para podermos confrontá-los”, disse o vice-presidente do PRS.

Na conferência de imprensa, em que a direcção do partido apareceu em peso, o teor das declarações não conseguiu esconder que existe de facto uma crise na aliança governativa. Sem que nomes fossem claramente citados, foi referido que os que “atacam” Alberto Nambeia estariam a ser “saciados por alguém”.

No centro das criticas esteve Sori Djaló, sendo destacadas as exaltações tribalistas na sua conferência de imprensa em que atacou Alberto Nambeia, e assumindo as suas origens étnicas terá salientado que estaria disposto a fazer frente a qualquer um que impedir um fula na governação. Sori Djaló terá acusado também Domingos Simões Pereira de “não gostar dos fulas” e que este teria proferido insultos contra os mesmos na suposta reunião com o presidente do PRS.

Orlando Viegas que se encarregou para responder às acusações feitas contra o seu presidente, decidiu enaltecer a irrelevância dos “chamados fundadores”, pessoas que segundo Orlando Viegas, nunca contribuíram para o bem do partido. Como exemplo, lembrou que, nas últimas eleições, legislativas e presidenciais, os críticos estavam de costas voltadas para partido. “Nunca colocaram nos órgãos competentes, os seus problemas”, acusou.

Há uma semana, o PRS reuniu nas suas estruturas para deliberar uma proposta de remodelação governamental. Orlando Viegas confirma que na verdade houve uma reunião com esse propósito, mas aconteceram coisas mais graves.

“A seguir ao encontro, o Sori Djaló regressou a casa do Presidente Nambeia para lhe sugerir que envie os nomes de todos os fundadores para o novo executivo. O Presidente Nambeia esteve à altura de dizer não. No dia seguinte, Mário Pires, outro chamado fundador, voltou lá sozinho para dizer ao presidente que devia enviar apenas o seu nome para ele representar os fundadores no Governo. Portanto, é por isso que disse que estava evidente que há um problema de barriga”, atacou.

Na mesma ocasião, quando questionado se na sequência da crise os Renovadores poderiam deixar a aliança governativa, Orlando Viegas respondeu que quando for o momento de o PRS abandonar o Governo o país saberá.

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