Guiné-Bissau: Restos mortais de “Nino Vieira” transferidos para a Fortaleza d’Amura

Os restos mortais do antigo presidente da Guiné-Bissau, João Bernardo Vieira (Nino Vieira), foram inumados esta segunda-feira, 16 de Outubro, na Fortaleza d’Amura, onde foram igualmente sepultados os ex-chefes de estado, Malam Bacai Sanhá e Kumba Ialá.

O corpo de “Nino Vieira” estava no Cemitério Municipal de Bissau desde o seu assassínio, por indivíduos ainda não identificados.

A cerimónia de transladação e sepultura dos restos mortais de “Nino Vieira” foi presidida pelo chefe de Estado Umaro Sissoco Embaló, na presença de Isabel Vieira, viúva do falecido presidente. Esteve também presente na cerimónia, presidente de transição do Mali, Bah N’Daw.

Nino Vieira foi assassinado de forma brutal em 2009, pouco depois do atentado que vitimou o chefe do Estado Maior das Forças Armadas, Tagme na Waié.

“O dia de hoje representa um daqueles dias que honra todos os guineenses, o Dia das Forças Armadas, dia em que prestamos homenagem às nossas Forças Armadas e aos nossos valorosos combatentes da liberdade da pátria”, disse o chefe de Estado no seu discurso, “por isso mesmo, consideramos ser a ocasião ideal para prestar uma justa homenagem a um dos mais destacados Combatentes da Liberdade da Pátria, aquele que ficou conhecido como o Chefe de Guerra e que no longínquo ano de 1973, proclamou, perante a África e o mundo, a Independência da Guiné-Bissau após onze anos da luta de libertação nacional, o General João Bernardo Vieira ‘Nino’”.

Para o analista político, Rui Landim, a iniciativa da transladação dos restos mortais do antigo presidente para a Fortaleza d’Amura é “uma campanha demagógica para ganhar favores dos apoiantes de Nino Vieira. Se fosse para reconhecer e repor a história no lugar, devia ser através da Assembleia Nacional Popular (ANP) a adoptar um diploma que faz de Nino Vieira um herói nacional e decidir criar um mausoléu para Nino Vieira”, defendeu.

Esta segunda-feira celebra-se também 56 anos das forças armadas guineenses, criadas em Cassacá (sul do país) em 1964. Na mesma ocasião teve lugar a cerimónia da promoção de militares à patente de major e tenente-coronel.

Iancuba Danso

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