Guiné-Bissau

Guiné-Bissau: Secretário-geral do Ministério da Educação aconselha novo Governo a pagar dívidas aos docentes

(c) Pixabay

O secretário-geral do Ministério da Educação Nacional da Guiné-Bissau, José Delgado, aconselha o novo Governo a liquidar o salário em dívida para com os professores das escolas públicas do país.

As declarações foram feitas em entrevista, na altura em que era questionado sobre a possível retoma e prorrogação das aulas nas escolas públicas, tendo afirmado que a continuidade das mesmas vai depender do Governo e informado que a direção do Ministério de Educação vai reunir-se com o Grupo Local de Educação (GLE) e parceiros para analisar se é possível continuar com as aulas nas escolas públicas ou não.

“Um ano na vida de uma pessoa significa muita coisa. A situação vivida no país nunca foi vista. No passado havia greves, mas também as pessoas sempre conversavam e chegavam ao consenso”, sublinhou, acrescentando que o ministério que representa fez os possíveis para que as escolas públicas funcionassem, cumprindo as exigências dos professores, entre estas a aprovação da Carreira Docente, cuja implementação aguarda a aplicação do Orçamento Geral do Estado para o ano em curso.

Foi também mencionado que a saída dos alunos para as escolas privadas deve-se às greves e não à qualidade do ensino, porque a maioria dos professores que leciona nessas escolas são também professores nas escolas públicas.

De acordo com José Delgado, cerca de 70% das escolas públicas, sobretudo as de auto-gestão, concluíram o ano letivo, razão pela qual não se pode decretar a sua anulação. O ano letivo só pode ser nulo nas escolas que não funcionaram durante os tempos em que decorreram as greves, principalmente as dos centros urbanos das regiões e da capital do país, Bissau.

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