Guiné-Bissau

Guiné-Bissau: Sindicalista acusa Governo de gastar dinheiro da função pública para pagar campanha eleitoral

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Júlio António Mendonça, Secretário-geral da União dos Trabalhadores da Guiné-Bissau, (UNTG), durante uma entrevista, acusou o governo ter utilizado dinheiro da função pública para sustentar a campanha eleitoral. Na mesma ocasião anunciou que duas centrais sindicais vão iniciar uma greve de três dias a partir desta terça-feira, 07 de Janeiro.

O sindicalista criticou o país ter paralisado “completamente”, para que fosse levada a cabo a campanha eleitoral “com o dinheiro público”, deixando as pessoas sem salários.

Na greve prevista de três dias, os Sindicais exigem o pagamento das dívidas contraídas pelas empresas públicas, e o pagamento das dívidas antigas contraídas mediante acordo com os funcionários públicos. O sindicalista garantiu que entregou o pré-aviso de greve a 23 de Dezembro, mas até o momento não foram chamados pelo primeiro-ministro para negociarem.

Para Júlio António Mendonça, não existem alternativas a não ser paralisar o sector público durante três dias por semana, até obterem uma resposta do executivo. Todavia, “é notável a falta de vontade da parte do governo em resolver o problema”, lamentou António Mendonça.

Também, os quatro sindicatos do sector de ensino, SINAPROF, SIESE, SINDEPROF e FRENAPROF iniciaram esta segunda-feira 6 de Janeiro uma paralisação de 60 para reivindicar o pagamento dos descontos feitos nos seus salários do mês de Novembro sem justificação.

O porta-voz dos grevistas Bunghoma Duarte Sanha, garantiu que não haverá paz no sector do ensino se o governo “continuar a tratar o sindicato como inimigo”.

Laurena Carvalhos Hamelberg

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