Guiné-Bissau

Guiné-Bissau: Sissoco desdramatiza caso dos “activistas políticos” espancados

GB Sissoco Embaló
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O presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, disse, este sábado 10 de Outubro, que haverá consequências, se for provado que os dois activistas políticos guineenses foram espancados no Palácio da República, mas sublinhou que os cidadãos “não têm direito de insultar ninguém”.

Em declarações no Aeroporto Osvaldo Vieira em Bissau, na sua chegada de Portugal onde realizou uma visita oficial de três dias, Umaro Sissoco Embaló disse que os activistas “não têm direito de insultar ninguém”, e lembrou que está em curso o inquérito sobre o rapto e espancamento dos dois cidadãos.

“O inquérito está a decorrer e [os activistas] não têm direito de insultar ninguém, se o fizeram ou não, o inquérito está a decorrer e toda a gente vai saber. A justiça pode levar dois, três dias e até um ano, mas não sou polícia e não faço inquérito. A Presidência da República não é esquadra. Se houver provas de que houve espancamento lá , haverá consequências, porque lá não é esquadra. E ninguém pode levar ninguém na Presidência da República para fazer justiça com as próprias mãos. E ninguém também tem direito de insultar ninguém, as pessoas que compreendam isso, e que vamos passar a ser um Estado e país de gente civilizada”, disse Sissoco Embaló.

O Presidente da República diz estranhar a dramatização do caso dos activistas políticos, e lembrou outros episódios semelhantes, que aconteceram este ano, mas que não tiveram o mesmo tratamento.

Marciano Indi (deputado) não foi espancado e posto no calabouço? quem fala de Marciano? a Liga (dos direitos humanos) foi lá? Ele não é cidadão? E é deputado da nação. N’dinho (dirigente do PAIGC) não é humano? a Liga não sabia que estava lá? Mas há casos isolados e ninguém tem direito de insultar ninguém, o temperamento das pessoas são diferentes. Eu não tenho direito de escrever e insultar as pessoas. Quem insultar, que resolva o seu problema. Não podemos pensar que somos activistas ou jornalistas e temos direito de insultar os outros. Esta não é república da bananas”, insistiu o Chefe de Estado.

Os activistas políticos, Carlos Sambú e Queba Sané (R. Kelky), raptados em Bissau, acusaram sexta-feira, Tcherno Bari, um dos seguranças do presidente Umaro Sissoco Embaló, de ser autor do rapto. Afirmaram que a foram levados para o Palácio da República, onde dizem terem sido espancados. O Ministério Público guineense anunciou a abertura de um inquérito ao sucedido.

Iancuba Danso

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