Guiné-Bissau: Sissoco Embaló afirma que corre risco de vida na Presidência

O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló disse esta sexta-feira que ouviu rumores de golpe de Estado e que, supostamente, algumas pessoas pretenderiam o eliminar bem como os ministros da Defesa e do Interior e o Chefe de Estado-Maior das Forças Armadas.

Sissoco Embaló garantiu que, apesar destas ameaças, vai manter a sua rotina e continuar a circular nas viaturas oficiais e com os vidros descidos.

De regresso do Senegal, onde esteve em consulta médica, o Presidente guineense abordou esta questão quando se referia à expulsão da Ordem dos Advogados na sua sede na proximidade da Presidência da República. Segundo o chefe de Estado o seu Conselheiro para a área de Segurança e o Conselho de Segurança Nacional concluíram que, a sede da Ordem dos Advogados poderia constituir um risco, por esse motivo foram desalojados. “Um PR não é nenhum comité; não é jornalista; não é advogado. Noutras partes do mundo, como os Estados Unidos, salvar um PR é uma honra, mesmo que toda gente morra. A minha segurança é mais importante que a ordem”, disse Umaro Sissoco Embaló.

O Presidente referiu também que antes da expulsão, foi indicado aos responsáveis da Ordem outra localidade onde poderiam instalar-se, sendo uma casa num Condomínio da Segurança Social no Bairro Internacional. “Não querem lá ir, porque querem ficar na praça. Se querem ficar na praça, que procurem outro espaço. Lá onde estão, é casa militar e não devo ser eu, Presidente da República a albergar a sede da Ordem”, vincou Umaro Sissoco Embaló.

Na mesma ocasião Umaro Sissoco Embaló confirmou que a sua saída do país foi por motivos de saúde, e reconheceu pela primeira vez que há um ano contraiu Covid-19.

Sobre a saída de Aristides Gomes do país, o presidente da República disse que teve em consideração conselhos dos presidentes do Senegal e da Nigéria, e que instruiu o Procurador-Geral da República para libertar ex-primeiro-ministro para o tratamento médico.

Sobre os confrontos junto à fronteira com a Guiné-Bissau, entre militares senegaleses e os rebeldes do Movimento das Forças Democráticas de Casamansa (MFDC), Umaro Sissoco Embaló foi questionado se existe um acordo entre os dois países no domínio militar, que sustentaria uma intervenção das autoridades nacionais, tal como são acusadas. Em resposta o Presidente apenas disse que “neste país há muita especulação e desinformação” e sugeriu aos jornalistas apurarem a veracidade de tudo que está a ser dito.

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