Guiné-Bissau

Guiné-Bissau: Sissoco Embaló decreta pela quarta vez o Estado de Emergência

Quando o país já lidera a lista do número de infectados pelo Covid-19 no conjunto dos Países Africanos da Língua Oficial Portuguesa (PALOP), Umaro Sissoco Embalo decretou, uma vez mais, o Estado de Emergência, para os próximos 15 dias. A última actualização de infectados pelo novo Coronavírus na Guiné-Bissau aponta para 1.178 infectados, 42 recuperados e sete mortos, entre os quais, um cidadão português de 71 anos que estava internado num dos hospitais da igreja católica, perto de Bissau.

São dados que estão a suscitar alguma preocupação no seio da população guineense e alguns especialistas põem em causa a eficácia das estratégias até aqui adoptadas pelas autoridades políticas no combate ao Covid-19.

Para um especialista em saúde púbica, que pediu anonimato, “houve uma grande falha na estratégia para a prevenção e combate ao novo Coronavírus na Guiné-Bissau”, e precisou que “o país tinha todo tempo para preparar melhor as estratégias e evitar os números que se assiste agora”.

De acordo com esta fonte, “o primeiro caso de Covid-19 foi diagnosticado a 25 de Março de 2020, tempo suficiente para reciclar os técnicos de saúde, porque há um desconhecimento total sobre o vírus, por parte do pessoal sanitário, agravado com o facto de o laboratório nacional ser obsoleto, e, em consequência, estar a produzir exames falsos”. “Os exames estão a sair com falsos negativos e falsos positivos”, precisou, considerando “ser tarde par inverter a situação de forma imediata”, porque “o país está perante uma transmissão comunitária”.

Para o mesmo especialista em saúde púbica, “o Presidente deveria decretar o Estado de Calamidade e não de Emergência, porque ninguém acata isso, poderia assim dinamizar a economia com uso obrigatório de máscaras”, como um dos meios para conter o contágio em progressão, e a nível da saúde “trabalhar com grupos de risco, assim como fazer mais testes, sobretudo de forma descentralizada, nomeadamente nas regiões e sectores do país”, concluiu.

Para regulamentar o Decreto de Umaro El Mocktra Sissoco Embaló, desta terça-feira, o Governo de Nuno Gomes Nabiam determinou a reabertura das fronteiras do país, condicionando a entrada de qualquer pessoa, mediante apresentação de um certificado negativo a Covid-19.

A nível interno, além dos estabelecimentos comerciais, o executivo de Nabiam autoriza a circulação de táxis e transportes públicos, sob condição do respeito de distanciamento social e uso obrigatório de máscaras, das 07 às 18 horas, quando começa o recolher obrigatório.

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