Guiné-Bissau

Guiné-Bissau vai avaliar sistema nacional de luta contra branqueamento de capitais

Geraldo Martins

O ministro da Economia e Finanças da Guiné-Bissau, Geraldo Martins, informou que a pré-avaliação do sistema nacional de luta contra o branqueamento de capitais e o financiamento do terrorismo vai permitir ao país aproximar-se dos outros países da sub-região e situar-se em patamares que correspondam aos padrões da comunidade internacional.

O anúncio foi feito durante a cerimónia de abertura do seminário da formação dos intervenientes na pré-avaliação do referido sistema nacional, tendo o evento sido organizado pela Célula Nacional do Tratamento de Informações Financeira da Guiné-Bissau (CENTIF-GB).

O governante disse ainda aos participantes do seminário que é importante a recolha e coleta de informação, tanto qualitativa como quantitativa, com o propósito de avaliar e produzir um relatório interno a fim de avançar para a avaliação mútua.

Mencionou igualmente que o seminário de pré-avaliação que decorre atualmente precede uma missão de avaliação que deverá vir ao país para o efeito, estando este seminário enquadrado no âmbito das atividades levadas a cabo pelo Grupo Intergovernamental de Acção contra o Branqueamento de Capitais na África Ocidental (GIABA), uma organização especializada e criada pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, para poderem ter um sistema económico e financeiro íntegro em que se possa impedir, na medida do possível, que os circuitos económicos e financeiros sejam usados para branqueamento de capitais e para financiamento do terrorismo, entre outras atividades.

O presidente da CENTIF-GB, Justino Sá, reiterou na sua comunicação que o momento é de redobrar o esforço na luta contra estes crimes, tendo em conta o compromisso a que o país está vinculado interna e externamente, na conclusão do processo de avaliação nacional de riscos e preparação para avaliação mútua.

Segundo a mesma fonte, o seminário de formação organizado pela sua instituição tem importância capital para a Guiné-Bissau, uma vez que é uma preparação para a avaliação mútua a que o país será submetido no próximo ano. Assim, considera haver toda uma necessidade de os diferentes serviços de Estado representados no seminário estarem munidos de ferramentas para enfrentarem o desafio.

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