Guiné-Bissau

“Guiné-Bissau vive um Estado de terror para que todos fiquem calados”, acusa Idriça Djaló

GB Idriça Djaló
Idriça Djaló (Arquivo)

O político e empresário guineense Idriça Djaló disse esta sexta-feira 22 de Janeiro em Bissau que, a Guiné-Bissau está a viver um Estado de terror e policial, em as autoridades estão a fazer tudo “à margem das leis” para que todos fiquem calados.

Em conferência de imprensa para denunciar a “invasão” da sua Quinta na zona leste pelas forças da Guarda Nacional, que “espancaram violentamente” os seus funcionários, alegando uma busca de madeira supostamente cortada ilicitamente por Idriça Djaló, o político desafiou qualquer guineense que tiver provas de que “alguma vez” se envolveu este negócio, para apresentar as provas.

Na mesma ocasião Idriça Djaló disse que é do conhecimento público que, “quem mais cortou a madeira neste país foi o actual Primeiro-ministro que dispõe de uma sociedade com Braima Camará”. Considerou que tudo que aconteceu são manobras para tentar o silenciar, mas garantiu não vai ceder perante pessoas “sem qualquer moral, como são os actuais titulares do poder”.

Bastante revoltado com o sucedido, Djaló acusou os elementos de Guarda Nacional de terem sido instrumentalizados por Botche Candé para atacarem à sua propriedade, como forma de o calar, tendo em conta que, sempre assumiu uma autoridade moral para criticar os maus actos que acontecem no país.

“Este sistema quer implantar o terror e as calúnias. É um Estado policial. Soube, numa página na rede social que promove a imagem de Botche Candé (ministro do Interior), que a Guarda Nacional da região de Bafatá invadiram a minha propriedade, atacaram os meus funcionários, retiraram-lhes os telefones e espancaram outros, com argumentos de busca de madeira. Fizeram aquilo na minha ausência para me mandarem recado. Porque sabem quando e o dia que vou lá. Com este acto quiseram mostrar-me que, se lhes interessar podem raptar e espancar-me”, acusou Idriça Djaló.

Destacando que trabalha na referida Quinta há mais de 20 anos, Idriça Djaló disse que jamais beneficiou do dinheiro local para o luxo. Djaló insistiu que quem duvidar das suas afirmações que interrogue a comunidade local, e irá saber que todo o seu dinheiro é utilizado para melhorar a vida daquela população. “Todo o meu investimento fica aqui. Não faço como eles que preferem vida de luxo ou comprar apartamentos na Europa”, disse.

Atacando sempre as figuras do actual poder, o empresário afirmou que, contrariamente a ele, todos ouviram no país que, os contentores de madeira são de Nuno Gomes Nabiam e de Braima camará. “As forças de ordem estão a ser instrumentalizadas e milhões de dólares de madeira que estão a roubar vão para bolsos de alguém. Como sempre fui contra estas atrocidades. Como sempre disse não aos assassinatos de Nino Vieira, de Tagmé, não aos espancamentos de deputados, activistas e figuras políticas, tinham que buscar algo para me sujar. Já me tinham ameaçado de morte, se não calar, agora tentam dar este sinal”, vincou o político.

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