Crise | Guiné-Bissau

José Mário Vaz demitiu o Governo de Carlos Correia

Apesar esta quinta-feira o Presidente José Mário Vaz ter afastado a possibilidade de dissolução do parlamento e a consequente convocação de eleições antecipadas, alegando as “implicações financeiras e dimensão moral desta opção”, o chefe de Estado guineense não hesitou em provocar a expectável queda do Governo de Carlos Correia, mantendo, por um lado, os seus compromissos com a comunidade Internacional e por outro a pretendida exoneração do executivo.

Em resposta ao Comunicado do Conselho de Ministros de 11 de maio, onde o coletivo governamental responsabilizara o Chefe de Estado, pelas consequências que poderiam advir do que ainda era a probabilidade demitir o atual Governo, o Chefe de Estado já considerava que a demissão do Governo seria uma saída possível para o fim da crise.

Com a demissão do Governo e não dissolução da Assembleia, José Mário Vaz evita a realização de eleições antecipadas e consequentemente as despesas inerentes que a Guiné-Bissau não poderia suportar e a comunidade Internacional já decidira que não financiaria, uma posição à qual se aliou o Presidente quando declarou que as “eleições legislativas antecipadas, não são o meio idóneo para resolver problemas de disciplina, coesão ou unidade interna de partidos políticos”. Também, José Mário Vaz, preparou os guineenses para a expectável queda do Governo quando sublinhou que a persistência crise política vigente no país, deriva da incapacidade dos líderes partidários em gerar consensos internos e parlamentares.

Para o Presidente da República o problema não se reside no parlamento, mas sim, no Governo. “Não podemos confundir a causa real com a causa virtual ou aparente problema institucional que vivemos”, sublinhou José Mário Vaz, que, desta forma, apontou solução: “Sejamos honestos. Hoje, o problema, ou melhor, a solução é a composição de um Governo que reflita os sentimentos maioritários do povo representado no parlamento e que lhe permita governar em condições”.

“Vou optar pela decisão que responsabilize as lideranças partidárias, dando-lhes a soberana oportunidade para provar que colocam os superiores interesses da Nação e do povo acima dos seus interesses pessoais”, concluiu o Presidente guineense José Mario Vaz antes de demitir o Governo liderado por Carlos Correia.

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