Guiné-Bissau

Médicos cubanos reforçam equipa de medicina materno-infantil na Guiné-Bissau

Fotografia: Portal Instituto Marquês de Valle Flor

A ONGD Instituto Marquês de Valle Flor(IMVF) e os Serviços Médicos Cubanos assinaram, a 8 de setembro, um protocolo de colaboração no âmbito do Programa Integrado para a Redução da Mortalidade Materna e Infantil (PIMI II) na Guiné-Bissau, avança um comunicado oficial do Governo português. O protocolo pretende integrar enfermeiros e médicos cubanos na atual equipa clínica do Programa Integrado para a Redução da Mortalidade Materna e Infantil da Guiné-Bissau, que já conta com especialistas portugueses e guineenses.

Os médicos cubanos que vão integrar as equipas são especializados nas áreas de ginecologia/obstetrícia e pediatria. O Instituto Marquês de Valle Flor terá um encargo financeiro de oito milhões de euros, financiado a 90% pela União Europeia, com o apoio do Instituto Camões.

A Guiné-Bissau é um dos países do mundo com maior taxa de mortalidade materna e infantil. Atualmente, a ONGD Instituto Marquês de Valle Flor, tenta cobrir as necessidades formativas em várias valências em 132 hospitais regionais e centros de saúde no país. Assegura também a disponibilização e distribuição de medicamentos essenciais, equipamentos e consumíveis médicos e garantindo, ainda, a realização de reabilitações e manutenções nas infraestruturas dos hospitais e centros de saúde do país, refere o portal oficial da ONGD.

A secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, Teresa Ribeiro, considera que este protocolo é o exemplo perfeito do “reposicionamento da política de cooperação portuguesa” e que “reflete as prioridades” de Portugal nesse sentido. Teresa lembrou que o Governo tem feito esforços para apoiar a “cooperação triangular”, ou seja, entre a União Europeia, o Estado-membro e uma ONGD.

O Programa Integrado para a Redução da Mortalidade Materna e Infantil foi implementado inicialmente regiões sanitárias de Cacheu, Biombo, Oio e Farim até 2016. A partir deste ano, vai ser alargado à totalidade das regiões sanitárias da Guiné-Bissau. A implementação do PIMI II será assegurada, em estreita articulação, por 3 atores principais: o Instituto Marquês de Valle Flôr, e o PIMI II. O PIMI II terá uma duração de 48 meses e tem como objetivo global contribuir para a redução das mortalidades materna, neonatal e infantojuvenil na Guiné-Bissau e, em particular, para o alcance das metas traçadas nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Constituem-se como beneficiários finais do projeto cerca de 1.565.815 habitantes das 11 regiões sanitárias do país.

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