Crise | Guiné-Bissau

Obasanjo regressa à Guiné-Bissau para tentar, mais uma vez, desbloquear impasse político

A situação política mantém-se tensa na Guiné-Bissau, motivo da deslocação, a Bissau, do antigo Presidente da Nigéria, Olesegun Obasanjo, em missão da Comunidade Económica de Desenvolvimento dos Estados da África Ocidental (CEDEAO). Uma deslocação que pretende mediar as partes em conflito com as recentes divergências no parlamento quanto a aprovação do programa do Governo, liderado por Carlos Correia.

Esta sexta-feira, a reunião que deveria reunir as partes em contenda, fracassou, porque o PAIGC e a Presidência da Assembleia Nacional Popular, recusaram-se a participar no encontro, alegando que não podem juntar-se ao Grupo dos 15 ex-deputados, num encontro, onde, no seu entendimento, deveriam estar apenas instituições da república, da sociedade civil e representantes internacionais.

Esta posição do PAIGC,vem consolidar o teor da carta que Domingos Simões Pereira enviou ao Presidente José Mário Vaz, onde refere que “o PAIGC é da opinião de que o formato escolhido para a promoção do diálogo deve merecer reformatação e acontecer entre instituições da República devidamente competentes e legitimadas para o efeito, o que, a não se observar, coloca o PAIGC numa situação de desconforto e incapacitado de manter a sua presença”.

Perante o bloqueio o quadro político guineense fica agora orientado na expectativa da vinda, prevista para hoje ou amanhã, do antigo Presidente da Nigéria, Olesegun Obasanjo, enviado especial da CEDEAO. Obasanjo regressa à Guiné-Bissau, pela segunda vez, no âmbito da crise política despoletada desde agosto de 2015 com a demissão do Governo, liderado por Domingos Simões Pereira.

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