Crise | Guiné-Bissau

PAIGC quer dissolução do parlamento e eleições antecipadas

Presidente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, considera que o “Presidente da República não possui neste momento nenhuma solução para o problema do país. E a grande maioria dos cidadãos reconhece o Presidente da República como o grande promotor da crise que se agudiza no país, com graves ricos políticos sociais”.

Assim, para o PAIGC, a única solução para saída da crise é a dissolução do parlamento e convocação de eleições antecipadas.

“A dissolução do parlamento por parte do Presidente da República não é uma opção do direito facultativo, antes um poder dever. Esse é mecanismo imperativo que lhe está reservado para desbloquear o processo e assegurar o funcionamento do sistema”, adiantou Domingos Simões Pereira, para quem o PRS, segunda força política, “se imiscui, de forma explícita e pública nos assuntos internos do PAIGC e se alia ao Presidente da República e ao grupo de 15 dissidentes, que traíram o propósito do partido para patrocinar um golpe institucional”.

O PAIGC denunciou ainda que “ o Presidente da República que evocou em várias ocasiões o apelo ao diálogo e à procura de soluções políticas, há cerca de 2 meses se recusa a receber o Primeiro-ministro e a realizar audiências regulares”. Simões Pereira realçou também que o Chefe de Estado “mantém contactos regulares e permanentes com o grupo dos 15 e a liderança do PRS”.

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