Crise | Guiné-Bissau

Partidos políticos ameaçam com desobediência e manifestações na Guiné-Bissau

Domingos Simões Pereira

Os partidos políticos opositores ao atual poder, prometem agitar a Guiné-Bissau nos próximos tempos, caso o Presidente não cumpra o acordo de Conacri, enquanto “instrumento incontornável para resolução da crise”. Esta posição foi tornada púbica hoje, em Bissau, durante uma conferência de imprensa.

Após três meses de um período tempo, de não pronunciamento publico sobre a situação vigente, que o Presidente pedira à Comunidade Internacional para a resolução da atual crise, os partidos reunidos no espaço de concertação politica, declaram o fim da “trégua” que poderá resultar em ações concretas contra o Presidente, José Mário Vaz.

“Nos próximos tempos, não se registando ações concretas para a aplicação do acordo de Conacri e resolução da crise, serão convocados atos de desobedecia e manifestações políticas, de forma a dar corpo ao presente manifesto de inconformismo e denúncia da subversão da ordem constitucional em que o país está mergulhado desde há mais de dois anos”, refere um comunicado, lido pelo Presidente do PAIGC, Domingos Simões Pereira.

O líder dos Libertadores, na presença dos representantes de cinco partidos políticos, nomeadamente PCD, União para Mudança, Partido de Unidade Nacional, Movimento Patriótico e Partido de Solidariedade e Trabalho, reunidos no espaço de concertação politica, disse que não concordam sobre a postura política do Presidente da República. “O Presidente da Republica escolheu sempre o cainho da discórdia, do separatismo, das inverdades, do conflito, do aproveitamento político e da crise, geral e absoluta, para este país, fazendo-o retornar ao descrédito e ao domínio do crime organizado e dos séquitos de aproveitamento indevido”, acusou Simões Pereira.

A reação do “espaço de concertação política dos partidos democráticos” segue aos últimos desenvolvimentos políticos marcados pelas declarações do Chefe de Estado guineense, em que afirmou, não ser um dos signatários do acordo de Conacri e, em consequência, responsabilizou os atores políticos pelo impasse.

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