Guiné-Bissau | Segurança

PGR investiga fundos dos Serviços Operacionais do Ministério da Administração Interna

A Procuradoria-geral da República (PGR) está a investigar no Ministério da Administração Interna (MAI) o destino dos fundos dos serviços secretos e operacionais deste ministério responsável pela segurança interna do país.

Em consequência, mesmo sendo uma decisão controversa, tendo em conta a natureza dos serviços sob investigação, o Tesoureiro-chefe do Ministério da Administração Interna encontra-se detido, desde 23 de março. Uma decisão que foi seguida a 29 de março por buscas e apreensão de todos os documentos do serviço das finanças do Ministério da Administração Interna, uma operação que terá indignado o Secretário de Estado da Ordem Pública, Luís Manuel Cabral.

Este caso, inédito na história da Guiné-Bissau, já é do conhecimento do Primeiro-ministro, Carlos Correia, que se encontra ausente do país. A defesa do Tesoureiro-geral do MAI, já interpôs esta quarta-feira um requerimento junto da comissão dos magistrados da Procuradoria-geral da República, encarregue do processo, invocando a ilegalidade da detenção do seu constituinte, em prisão preventiva há mais de uma semana.

Fontes concordantes informam que responsáveis do Ministério da Administração Internacional ponderavam posições reativas à investida da Procuradoria-geral da República, considerando que a “investigação” em curso nesta instituição do Estado representa uma afronta à segurança nacional.

A Comissão da Procuradoria-geral da República, encarregue do processo, está a ser presidida pelo magistrado Cipriano Naguelin e integram os magistrados Eduardo Mancanha, Pansau Na Tchare e Victor Bacurim.

© e-Global Notícias em Português
Comentar

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Topo