Crise | Guiné-Bissau

Presidente está a cumprir etapas constitucionais para derrube Governo

O Presidente da República adiou para esta terça-feira a reunião do Conselho de Estado, seu órgão consultivo, e encontro com os partidos políticos com assento parlamentar, nomeadamente o PAIGC, PRS, PCD, Partido Nova Democracia e União para Mudança. Esta segunda-feira, José Mário Vaz esteve reunido com representantes a Comunidade Internacional.

Vários observadores políticos consideram que as reuniões do presidente são determinantes para sustentar um eventual posicionamento político de José Mário Vaz face ao atual Governo, liderado por Carlos Correia.

O chefe de Estado convocou as audiências numa ocasião em que se assiste a um autêntico bloqueio no parlamento, devido à situação do grupo dos 15 deputados expulsos do PAIGC, inviabilizando assim os trabalhos no hemiciclo. Simultaneamente está a condicionar a apresentação do Orçamento geral do Estado e do Programa do Governo aos deputados, pela segunda vez.

O quadro vigente acontece face as propostas de governação apresentadas pela presidência do Parlamento para saída da crise, que sugeria negociações políticas com o envolvimento das partes em contenda, nomeadamente o Presidente da República, Mesa da ANP, PRS e PAIGC. Uma possibilidade que alguns já qualificaram de muito remota, tendo em conta o nível e proporção que a crise atingiu, considerando ainda a deterioração das relações domina os principais atores envolvidos. Por esse motivo, alguns dirigentes políticos põem na mesa dois cenários possíveis: a dissolução do parlamento ou a queda do actual Governo, enquanto fontes partidárias avançam com a possibilidade de uma reaproximação negocial entre o PAIGC e o PRS, na perspetiva da formação de um executivo que assegure a governação até o fim da legislatura.

O Presidente JOMAV quer assim avaliar diferentes opiniões sobre a orientação da sua decisão mediante o clima político reinante na Assembleia Nacional Popular, onde os deputados, sobretudo do PAIGC, do PRS, e o Grupo dos 15 parlamentares expulsos do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde, estão a protagonizar cenário de violências verbais e ameaças as agressões físicas.

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