UE e Portugal organizam ponte aérea com a Guiné-Bissau no combate ao Covid-19

A União Europeia (UE) dá maior consistência ao Plano de contingência da Guiné-Bissau para a prevenção e combate ao Covid-19. Neste quadro, o organismo comunitário europeu fretou quatro voos numa ponte aérea de ajuda humanitária e cujo primeiro voo deverá chegar a Bissau esta sexta-feira, 23 de Julho.

Os responsáveis dos Estados membros da União Europeia defendem que o multilateralismo é a resposta certa para superar o impacto e travar a Covid-19.

A União Europeia e os parceiros que colaboraram nessa ajuda garantem ter juntado esforços para ultrapassar as consequências humanitárias e sanitárias resultantes da pandemia de Covis-19 na Guiné-Bissau.

Com um total de 45 toneladas de material e equipamento médico, a ajuda da União Europeia esta orçada em cerca de dois milhões de euros.

Numa nota informativa, a União Europeia destaca que o apoio contempla medicamentos, materiais de laboratório e equipamentos de protecção individual destinados aos profissionais de saúde para apoiar a resposta da Guiné-Bissau ao Coronavírus e proporcionar à população melhores cuidados de saúde.

Logística portuguesa

Portugal como país responsável pela organização de toda a logística, a ajuda disponibilizada está no quadro da Ponte Aérea Humanitária da União Europeia que financia a totalidade dos transportes na operação.

“Estas pontes são uma resposta ao apelo do Centro de Operações de Emergência em Saúde (COES) para a implementação do seu Plano de Contingência e o apoio à gestão da crise que já conta com 1.3 milhões de euros de contribuição da União Europeia, disponibilizados através da OMS”, lê-se no Comunicado de Imprensa da ‘Equipa Europa em Acção’ – Resposta ao COVID-19 na Guiné-Bissau.

Segundo a mesma nota, para além da União Europeia coloaboraram nesta ajuda humanitária o PNUD e demais agências, o Banco Mundial e os organismos não-governamentais em Portugal, Espanha e Itália.

A ponte Aérea Humanitária da União Europeia visa levar ajuda humanitária aos países afectados pela pandemia do coronavírus, fazendo chegar equipamentos médicos e pessoal humanitário, proporcionando ajuda às populações mais vulneráveis num contexto em que a pandemia impõe restrições de transporte e de logística.

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