FMI faz exigência à Guiné Equatorial antes de dar apoio

O diretor do departamento africano do Fundo Monetário Internacional (FMI), Abebe Aemro Selassie, declarou que espera que o Governo equato-guineense consiga cumprir os passos necessários para voltar ao programa de reformas para desenvolver o país. 

Segundo o representante da organização internacional, o FMI está em discussões com o Governo para que o mesmo consiga voltar ao programa de reformas. Para isso, terá de realizar todas as metas estruturais e condições exigidas pelo FMI. 

O Programa de Financiamento Ampliado foi suspenso no início de 2020, uma vez que a Guiné Equatorial não estava a corresponder aos parâmetros necessários para ser auxiliada. 

As declarações foram feitas esta quinta-feira, 21 de outubro, no final da apresentação do relatório sobre as Perspetivas Económicas para a África subsaariana. 

Recorde-se que o FMI e a Guiné Equatorial acordaram em dezembro de 2019 um Programa de Financiamento Ampliado, que garantia ao país a entrega de 282,8 milhões de dólares (240 milhões de euros) em troca de reformas estruturais e combate à corrupção. No entanto, desta verba, apenas uma tranche inicial de 40 milhões de dólares (34 milhões de euros) foi entregue, logo em dezembro desse ano. 

Apesar de em 2020 o programa ter sido suspenso devido à pandemia da Covid-19, muitos analistas e organizações internacionais têm apontado que a verdadeira razão para a suspensão dos desembolsos foi a manutenção do clima de corrupção existente neste país africano.

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