Guiné Equatorial aposta em nova lei do petróleo

A Guiné Equatorial está a preparar uma nova lei do petróleo para aumentar o investimento. O anúncio foi feito pelo ministro das Minas e Hidrocarbonetos, Gabriel Mbaga Obiang Lima, durante uma conferência organizada pela Câmara Bilateral em Houston, nos Estados Unidos da América (EUA). 

O governante prometeu mais competitividade e menos burocracia às empresas petrolíferas internacionais, através dessa nova lei para regular o setor energético. O objetivo é atrair assim mais investimento. 

“Na era da transição energética e de forte competição pelo capital, é importante sermos pragmáticos e termos uma lei dos hidrocarbonetos que lide com as realidades de hoje e incentive o crescimento. Temos de ser mais competitivos, cortar a burocracia, promover o mercado livre, equilibrar o conteúdo local e criar mais emprego e aumentar a nossa base de receitas”, defendeu. 

Citado num comunicado da Câmara Africana de Energia, entidade destinada a promover os negócios energéticos no continente, o ministro informou que a Guiné Equatorial tem 1,5 biliões de pés cúbicos de reservas de gás natural e o equivalente a cerca de 1,1 mil milhões de barris de petróleo. Como tal, necessita de explorar estes recursos para assegurar o desenvolvimento de projetos de grande escala. 

“A Guiné Equatorial já se estabeleceu como um grande concorrente africano e global. Temos visto grande empresas, como Hess, Marathon, ExxonMobil, Devon, e Chevron, a explorarem os nossos hidrocarbonetos ao largo da costa com tremendo sucesso. Mas esta não é altura para pararmos e ficarmos confortáveis”, acrescentou. 

O país governado por Teodoro Obiang Nguema Mbasogo é o terceiro maior produtor de petróleo na África subsaariana, a seguir à Nigéria e a Angola. No entanto, tal como todos os outros, sofreu de forma significativa com os impactos da pandemia da Covid-19, além de registar uma quebra do preço do petróleo desde 2014. 

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