Presidente de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, com homólogo da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang Nguema

Guiné Equatorial assina acordo de mobilidade com Cabo Verde

Os governos da Guiné Equatorial e de Cabo Verde assinaram nesta segunda-feira, 21 de junho, em Malabo, um acordo para a supressão de vistos em passaportes.

O chefe de Estado equato-guineense, Teodoro Obiang Nguema, considera que a mobilidade deve ser uma realidade dentro da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP). 

“Também desejávamos que todos os Estados-membros da CPLP possibilitem que haja essa mobilidade, para facilitar que os nossos homens de negócios possam trocar experiências”, declarou depois da assinatura do acordo. 

O documento foi rubricado durante o primeiro dia de visita do Presidente cabo-verdiano, Jorge Carlos Fonseca, à Guiné Equatorial. 

Segundo Teodoro Obiang, o acordo de supressão de vistos em passaportes ordinários, um dos três assinados entre os dois governos, vai permitir a “mobilidade dos cidadãos” de ambos os países, no âmbito da iniciativa promovida pela presidência de Cabo Verde da CPLP para avançar com a mobilidade entre os Estados-membros. 

“A única recomendação é que as partes deem seguimento a esses acordos. É isso que vai permitir que haja uma verdadeira cooperação, um verdadeiro intercâmbio de experiências que beneficie os países africanos”, acrescentou. 

Por sua vez, Jorge Carlos Fonseca comentou, através da sua conta oficial na rede social Facebook, que no encontro com o Presidente Obiang foi abordado “o estado e as perspetivas da cooperação bilateral”, além da “situação política, sanitária e económica em cada um dos países, a cooperação empresarial, o relacionamento no âmbito da CPLP” e ainda o acordo de mobilidade que a presidência cabo-verdiana da organização leva à cimeira de Luanda, em julho.

One Comment

  1. Fernando Salvador

    Meus parabéns pela decisão e acordo alcançados. Pessoalmente não vejo razão, a mínima que seja, para que haja, hoje, barreiras na mobilidade entre os países de língua oficial portuguesa. O que deve haver é um conjunto de limitações financeiras ou monetárias para o acesso fronteiriço. Pois deve haver entre os estados acordos de valores monetários declarativos e o competente controlo que permitam o acesso às fronteiras de cada estado-membro, tendo em conta a condição mínima dos cidadãos que viajam em turismo (férias e/ou prospecção à oportunidade de formação académica ou profissional) e não olhar apenas os homens de negócios. Os negócios devem ser regulamentados para que há um controlo efectivo da operação de valores cambiais devidamente declarados. Culturalmente, há que dar oportunidade às pessoas (funcionários, estudantes de se conhecerem, de pesquisarem os usos, hábitos e costumes, para que possam fazer juízo do ponto de vista político, económico e social de cada país.

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