Guiné Equatorial: Carros de Teodorin Obiang renderam 21,6 milhões de euros em leilão

Os 25 carros de luxo apreendidos num processo judicial contra Teodorin Obiang, vice-presidente da Guiné Equatorial e filho do Presidente equato-guineense, foram vendidos neste domingo, 29 de setembro, num leilão de caridade. Ao todo, as viaturas renderam 21,6 milhões de euros.

A quantia obtida vai ser doada pela Suíça a instituições de caridade na Guiné Equatorial, um país com petróleo, mas que, de acordo com a organização não governamental Transparency International, é dos mais corruptos do mundo e onde a maioria da população vive na pobreza.

Entre os 25 carros de luxo vendidos em lotes separados, sem preço mínimo, encontravam-se sete Ferrari, três Lamborghini, cinco Bentley, um Maserati e um McLaren.

O principal comprador no evento foi um colecionador internacional, com um representante na sala, mas que quis manter o anonimato. O carro mais disputado, um Lamborghini Veneno Roadster, foi também conseguido por esse comprador, no valor de 7,6 milhões de euros, tendo ficado acima da estimativa de 5,7 milhões de euros. Há apenas nove cópias deste veículo no mundo.

Recorde-se que a coleção de carros de luxo de Teodorin Obiang foi confiscada pela Justiça de Genebra após a abertura de um processo crime contra o próprio e também contra outras pessoas, devido a “branqueamento de capitais” e má gestão de interesses públicos. O processo foi encerrado em fevereiro, altura em que os tribunais de Genebra e as autoridades da Guiné Equatorial concordaram que os carros deveriam ser vendidos e que o produto da venda iria para um programa de carácter social na Guiné Equatorial, sob controlo do ministério suíço dos Negócios Estrangeiros.

A Guiné Equatorial concordou igualmente em pagar 1,4 milhões de euros à Suíça para cobrir os custas do processo que engloba Teodorin Obiang, vice-presidente do país da África central desde 2012.

Já em 2017 o governante tinha sido condenado em Paris a três anos de prisão com pena suspensa e a uma multa de 30 milhões de euros, por construir de forma fraudulenta um império em França, que incluía uma mansão em Paris, carros de corrida e de luxo, uma vasta quantidade de roupa de marca e ainda jatos particulares. O político recorreu, entretanto, da sentença.

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