Guiné Equatorial | São Tomé e Príncipe

Guiné Equatorial concede empréstimo de 1,6 milhões de dólares a São Tomé e Príncipe

Osvaldo Vaz

A Guiné Equatorial concedeu um empréstimo de 1,6 milhões de dólares (cerca de 1.449.790 euros) a São Tomé e Príncipe, de acordo com o ministro são-tomense do Planeamento, Finanças e Economia Azul, Osvaldo Vaz.

Ainda segundo o governante, será em outubro que ocorrerá a assinatura de um novo programa de ajuda com o Fundo Monetário Internacional (FMI), “que visa o crescimento sustentável do país”.

Os anúncios foram feitos em conferência de imprensa nesta terça-feira, 17 de setembro, após o regresso de Osvaldo Vaz de Malabo, capital equato-guineense, onde assinou o referido acordo de empréstimo, reembolsável num prazo de 20 anos, conforme o estabelecido entre os dois Governos.

A quantia servirá para apoiar vários projetos em diversas áreas de desenvolvimento socioeconómico de São Tomé e Príncipe. O ministro sublinhou que “este apoio para São Tomé e Príncipe já é muito bom, tendo em conta que o Governo da Guiné Equatorial manifestou o interesse em apoiar São Tomé e Príncipe em várias áreas e, da parte de São Tomé e Príncipe, também manifestámos o interesse de cooperarmos com a Guiné Equatorial, onde pedimos que os empresários daquele país viessem investir no arquipélago santomense, quer nas áreas de Pescas, Agricultura, Turismo, Comércio, setores que acharem importantes, que possam contribuir para o fortalecimento da economia de São Tomé e Príncipe”.

O político considera que as relações entre ambos os países estão cada vez mais fortes, tendo o ministro das Infraestruturas da Guiné Equatorial estado recentemente em São Tomé, onde assinou um acordo de petróleo que beneficiará os dois países.

Quanto ao FMI, esclareceu que se está “a cumprir todas a recomendações que nos foi orientado, e acreditamos que já cumprimos a maior parte delas, e até à primeira semana de outubro próximo assinaremos um acordo com a FMI. Estão sendo muitos meses de negociações porque os nossos indicadores macroeconómicos estão muito mal e o FMI, desta vez, orientou ao São Tomé e Príncipe a tomar medidas prévias e muito duras para poder acertar os indicadores, e aí relançar a economia”.

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