Guiné Equatorial

Guiné Equatorial condena 130 indivíduos por tentativa de golpe de Estado em 2017

Tribunal

Na Guiné Equatorial foram mais de 130 os indivíduos acusados de envolvimento numa tentativa de golpe de Estado no país, tendo sido condenados na passada sexta-feira, 31 de maio, com penas entre os três e os 96 anos de prisão.

A notícia foi avançada no fim de semana pela “AFP”, agência francesa de notícias. Os pormenores da sentença foram lidos pelo juiz presidente do tribunal de Bata, Pascual Bacalé Nfono, no final do processo que decorria desde 22 de março.

Em janeiro de 2018, as autoridades de Malabo afirmaram que tinham conseguido evitar um golpe de Estado organizado por um grupo de mercenários estrangeiros que quis atacar o Presidente, Teodoro Obiang Nguema, na véspera de Natal do ano anterior, quando o Chefe de Estado estava no seu palácio em Koete Mongomo, a cerca de 50 quilómetros da fronteira com o Gabão.

Três dias depois do alegado acontecimento, a 27 de dezembro, cerca de 30 homens armados foram detidos pela polícia camaronesa na fronteira entre os Camarões e a Guiné Equatorial, tendo as autoridades equatoguineenses procedido a várias detenções no país e emitido mandados de captura contra cidadãos que vivem no estrangeiro e contra outros cidadãos estrangeiros.

Entre os que foram agora condenados encontram-se alguns equatoguineenses, mas também cidadãos do Chade, da República Centro-Africana, dos Camarões e cinco franceses, incluindo um antigo apoiante do Presidente, Dominique Calace de Ferluc, que está agora próximo da oposição e que foi condenado a 59 anos de prisão.

A sentença mais pesada, de 96 anos, foi atribuída a três equatoguineenses acusados de serem os cérebros do falhado golpe de Estado, sendo eles Bienvenido Ndong Ondo (também conhecido como Ricky), e os antigos magistrados Martin Obiang Ondo e Ruben Clemente Nguema Engonga.

A sentença de 59 anos, decretada à revelia, foi também decidida contra o histórico opositor Severo Moto Nsa, líder do Partido do Progresso e atualmente em Espanha, que já tinha sido condenado à revelia a 100 anos de prisão por ter sido acusado pelos tribunais de ter sido o principal instigador de uma outra tentativa de golpe de Estado em 2003.

Enrique Nsue Anguesomo, ex-embaixador da Guiné Equatorial no Chade, foi condenado a 50 anos de prisão e Jualian Ondo Nkumu, antigo diretor de segurança do Presidente Teodoro Obiang Nguema, a 21 anos de prisão. A “AFP” informa ainda que 21 pessoas foram consideradas inocentes e saíram em liberdade.

Recorde-se que o Governo de Teodoro Obiang Nguema, há 39 no poder, é constantemente acusado de violações dos direitos humanos pelos seus opositores e organizações internacionais.

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1 Comentário

1 Comentário

  1. Manuel

    03/06/2019 at 18:38

    como de costume nesses países …

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