Guiné Equatorial

Guiné Equatorial: CPDS quer que PGR persiga “judicialmente” autores de “falsas acusações” contra o seu líder

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O CPDS, principal partido da oposição na Guiné Equatorial, insistiu para que o procurador-geral (PGR) do país tomasse “todas as ações para perseguir judicialmente os autores das falsas acusações” contra o seu secretário-geral, Andrés Esono Ondo.

“Insta o procurador-geral da República, como defensor da legalidade, para que tome todas as ações necessárias para perseguir judicialmente os autores de todas as falsas acusações públicas que mancham a imagem e a honra do secretário-geral do CPDS e do próprio partido”, pode ler-se numa resolução adotada pela formação política, que se reuniu em Bata, segunda maior cidade do país, nos passados dias 15 e 16 de junho.

O CPDS pediu também ao “povo da Guiné Equatorial e à comunidade internacional, especialmente Espanha, França, Estados Unidos, Portugal, Alemanha e ao conjunto dos países da União Europeia e União Africana a empreenderem todas as ações necessárias para pôr fim à deriva irracional e totalitária a que chegou o regime [do Presidente Teodoro] Obiang na Guiné Equatorial”, de acordo com o documento.

Recorde-se que Esono Ondo foi detido a 11 de abril no Chade, a caminho do congresso do principal partido da oposição naquele país, a UNDR. O Governo equato-guineense acusou-o, em seguida, publicamente, de ter como “único objetivo [na sua deslocação ao Chade] a aquisição de armas e munições e o recrutamento de terroristas para levar a cabo um golpe de Estado na Guiné Equatorial com financiamento estrangeiro”.

Foi em meados desse mês de abril que o ministro da Segurança Externa da Guiné Equatorial, Juan Antonio Bibang, disse que “Andrés Esono Ondo viajou para o Chade sob pretexto de assistir a um congresso organizado pelo partido UNDR na província de Guera, conhecida por [ser um território de] terroristas e rebeldes, mas também pela facilidade com que se pode comprar armas”.

Esono Ondo esteve detido 13 dias no Chade, sem acusação, e foi depois libertado pelas autoridades chadianas, também sem explicações formais. O político é um dos poucos opositores que vivem no país e chegou a ser o único deputado da oposição eleito no congresso de deputados, totalmente controlado pelo partido no poder, o PDGE.

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