Guiné Equatorial: Estudantes abandonados na Rússia apelam ao Governo

Os estudantes equato-guineenses que vivem na Rússia apelaram à proteção dGoverno da Guiné Equatorial. O pedido foi feito através de uma carta publicada nas redes sociais, após terem sido abandonados durante a pandemia da Covid-19. 

De acordo com a carta dos estudantes, publicada no Instagram e citada pelo periódico DiarioRombe.es, mais de uma centena desses alunos são recém-formados que perderam o visto de estudante, encontrando-se atualmente presos na Rússia. Este país mantém o fecho da fronteira desde 26 de março, exceto para voos repatriados. Eles, já estrangeiros (não estudantes), tinham até 15 de setembro para deixar o território russo ou então tornar-se-iam imigrantes sem documentos. 

A carta dirigida ao Governo começa por denunciar que “a embaixada da Guiné Equatorial localizada na Federação Russa não está sob o comando de um embaixador há mais de dois anos, o trabalho naquele local é desastroso e grave”. 

Após a saída de José Esono Micha Akeng, atual embaixador na República Árabe do Egito, Miguel Anguel Ondo Angue foi nomeado embaixador da Guiné Equatorial na Rússia. No entanto, foi demitido rapidamente por estar a decorrer o caso do irmão, ex-presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Juan Carlos Ondo Angue. 

“O segundo ponto diz respeito (sic) às bolsas e ao dinheiro a ser recebido pelos bolsistas guineo-equatorianos que estudam no referido país”uma vez que os visados dizem que “dependem apenas desses incentivos mensais, mas não receberam seu salário a partir de maio.

AMEAÇADOS PELO GOVERNO DA GUINÉ EQUATORIAL

Os depoimentos de alguns estudantes indicam que estão no limite. Estamos morrendo de fome”escreveu um deles, mencionando que os restantes países enviam voos privados para o repatriamento dos seus alunos, ao contrário da Guiné Equatorial 

Apesar de terem pensado em fazer greve junto à Embaixada da Guiné Equatorial na Rússia, acabaram por não avançar devido a ameaças recebidas. O ministro dos Negócios Estrangeiros da Guiné Equatorial, Simeon Oyono, segundo os da Embaixada, enviou um comunicado para impedir qualquer manifestação ou assumiríamos as consequências”, disse uma fonte, acrescentando que o governante “ameaçou colocar prisão para jovens que fizeram greve em Moscovo.

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