Guiné Equatorial

Guiné Equatorial: FMI vai emprestar cerca de 600 milhões de dólares

O secretário de Estado das Finanças da Guiné Equatorial, Rafael Bilogo, afirmou que o Fundo Monetário Internacional (FMI) deverá aprovar, ainda neste mês de dezembro, um pacote de ajuda financeira ao país, cujo montante será cerca de 600 milhões de dólares (aproximadamente 541 milhões de euros).

A declaração foi feita à margem do “Seminário de Comunicação e Cooperação Financeira Internacional da Iniciativa ‘Faixa e Rota’”, realizado em Lisboa e que irá terminar nesta quarta-feira, 04 de dezembro.

De acordo com a mesma fonte, o referido programa vem na sequência de uma dificuldade financeira de 2016.

As respostas de Bilogo surgem após o ministro das Finanças, César Mba Abogo, ter partilhado que esperava um apoio do FMI na ordem dos 700 milhões de dólares (cerca de 631 milhões de euros) e de o porta-voz do FMI ter dito, numa conferência de imprensa, que o valor do programa deveria ficar longe dos 300 milhões de dólares (aproximadamente 270 milhões de euros).

No seminário, Bilogo realçou perante os investidores chineses e portugueses as oportunidades de negócio no país, com destaque para o sistema financeiro. “O reforço do sistema financeiro será importante, em particular porque a taxa de bancarização é menos de 16%, estamos interessados em que instituições financeiras internacionais se estabeleçam lá, onde só há cinco bancos e o nível de depósitos é baixo”, disse.

No entanto, apesar dos 600 milhões de dólares,  salientou que a Guiné Equatorial precisa de dois mil milhões de dólares para sustentar a diversificação económica (1.805.170.000 euros). A afirmação do conselheiro financeiro do Presidente equato-guineense foi feita na conferência em Lisboa.

“O nosso compromisso com a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) é firme e as relações entre a Guiné Equatorial e os países de língua portuguesa são excelentes, e esperamos que em matéria financeira se centrem em aumentar a mobilização de recursos para enfrentar o novo desafio, que é a diversificação”, mencionou.

© e-Global Notícias em Português
Comentar

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Topo