Guiné Equatorial

Guiné Equatorial garante a FMI que já não está em recessão económica

O Governo da Guiné Equatorial assegura que a sua economia registou uma contração de 6,8% em 2016 e que teve expansões económicas desde então, tendo enviado um documento com estes dados para o Fundo Monetário Internacional (FMI). De acordo com o próprio, o país já saiu da recessão económica em 2017 e obteve crescimentos de 7,3% nesse ano e de 3,4% em 2018.

A informação divulgada consta nas tabelas dos números oficiais enviados ao FMI ao abrigo da adesão ao programa avançado de disseminação de dados que a referida organização internacional encoraja os países a usar para promover a transparência nas contas públicas. Os últimos dados disponíveis são os de 2018, não havendo previsão para este ano.

No entanto, o FMI indica que os crescimentos económicos do país equato-guineense são negativos, podendo ver-se na sua página que os dados apontam para uma manutenção do crescimento económico negativo desde 2015 até 2023, prevendo um crescimento positivo, de 1,5% apenas em 2024.

Isto significa que enquanto a Guiné Equatorial garante que em 2017 cresceu 7,3%, o FMI contraria ao mencionar uma contração de 4,7%. Quanto ao ano passado, o país diz que cresceu 3,4% e o FMI realça que o crescimento foi negativo em 5,7%.

O programa avançado de disseminação de dados (Enhanced General Data Dissemination System, no original) é uma plataforma de apresentação dos dados oficiais de cada país, com o objetivo de “servir de ponto único de publicação para os dados macroeconómicos essenciais sobre as contas nacionais, operações governamentais e de dívida, setor monetário e financeiro, e balança de pagamentos”, segundo o comunicado distribuído esta quinta-feira, 30 de maio.

“A publicação de dados macroeconómicos essenciais através do site vai dar aos decisores políticos nacionais e acionistas internos e externos, incluindo investidores e agências de notação financeira, acesso fácil a informação que o FMI identificou como crítica para monitorizar as condições económicas e de políticas”, pode ler-se ainda no documento.

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