Guiné Equatorial

Guiné Equatorial: Libertados dois jornalistas detidos no país

(c) Pixabay, Jody Davis

Dois jornalistas equato-guineenses, que trabalham na única cadeia de televisão privada da Guiné Equatorial, foram detidos há 12 dias no comissariado da polícia de Bata, capital económica. Sabe-se agora, através de um dos visados, que ambos foram libertados no domingo, 08 de setembro, sem acusação.

Ruben Dario Bacale e Melanio Nkogo, trabalhadores da televisão Asonga, foram presos a 27 de agosto sem que qualquer acusação tivesse sido feita contra eles, de acordo com Nkogo, que acrescentou que não foram avançadas as razões da detenção.

O jornalista considera que estas detenções serviram apenas para intimidá-los, uma vez que no fim de semana anterior ao ocorrido a Asonga TV difundiu uma entrevista realizada por Ruben Dario Bacale e Melanio Nkogo com um juiz do tribunal de instrução de Bata, Nazario Oyono, que tinha sido suspenso de funções alguns dias antes.

Oyono foi alegadamente suspenso por “irregularidades” no dia 21 de agosto pelo presidente do Supremo Tribunal, David Nguema Obiang, e os dois magistrados acusam-se mutuamente de terem impedido a abertura de um processo por desvio de fundos.

Entretanto, a organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) apelou às autoridades para que os visados fossem libertados, considerando que a detenção “ilustra a extrema vulnerabilidade” dos jornalistas equato-guineenses, “que receiam pela sua liberdade”.

A RSF relembrou que a Guiné Equatorial é o 165.º país entre 180 em matéria de liberdade de imprensa, segundo o índice da organização, e deu como exemplo o caso de Ramon Nse Esono Ebalé, caricaturista detido durante cinco meses e libertado no início de março do ano passado.

A rádiotelevisão Asonga é propriedade do vice-presidente da República, “Teodorin” Nguema Obiang, filho mais velho do Presidente Teodoro Obiang Nguema, que se encontra no poder há 40 anos.

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